Mundo
03/09/2007 - 09h33

Presidente americano George W. Bush faz visita-surpresa ao Iraque

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou na base aérea de Anbar, a oeste de Bagdá, para uma visita-surpresa ao Iraque nesta segunda-feira. É a terceira que o líder americano visita o país desde o início da invasão ao país árabe, em 2003.

Bush esteve anteriormente no Iraque em novembro de 2003 e em junho de 2006. A Casa Branca disse que o presidente viajou acompanhado da secretária de Estado, Condoleezza Rice, e do conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, além de outros assessores.

Charles Dharapak/AP
Bush ao lado do comandante militar dos EUA no Iraque, ao chegar em Bagdá para visita
Bush ao lado do comandante militar dos EUA no Iraque, ao chegar em Bagdá para visita

A visita de Bush --mantida em segredo por questões de segurança-- ocorre antes de o líder americano seguir para a Austrália. Ele deveria deixar os EUA com destino a Sydney nesta segunda-feira, mas o Air Force One decolou da base aérea de Andrews neste domingo.

Na próxima semana, David Petraeus, comandante militar dos EUA no Iraque, e Ryan Crocker, embaixador americano em Bagdá, apresentarão um relatório a respeito do Iraque perante o Congresso americano. O documento, ao lado de um segundo relatório que será entregue pela Casa Branca em 15 de setembro, deve determinar o próximo passo no conflito.

Na sexta-feira (31), Bush reuniu-se com líderes do Pentágono, que expressaram preocupação com a permanência de soldados americanos por tempo prolongado no Iraque.

Atualmente, há cerca de 162 mil militares dos EUA destacados no país árabes --entre eles, uma força adicional de 30 mil que chegou em fevereiro para ajudar a combater a violência.

Relatório

Na semana passada, um relatório oficial elaborado pelo Escritório de Supervisão do Governo dos Estados Unidos [GAO, na sigla em inglês] apontou que o Iraque não alcançou os 18 objetivos fixados pelo Congresso americano para o progresso político e militar.

Segundo o jornal, o documento sobre o país árabe, intitulado "Levando Segurança, Estabilizando e Reconstruindo o Iraque", afirma que foram atingidos "apenas três dos 18 objetivos" fixados por congressistas americanos para avaliar seu progresso político e militar.

A versão definitiva do documento deveria ser enviada nesta terça-feira ao Congresso.

Violência

O documento contradiz o panorama exposto pelo governo de Bush em julho último, que indicava diminuição na violência após o início de ampla ofensiva em Bagdá, no início do ano. "A média de ataques diários contra civis continua a mesma de seis meses atrás".

De acordo com o relatório, a "capacidade das forças de segurança iraquianas também não progrediu". "Algumas unidades enviadas a Bagdá seguem diferentes grupos, e algumas têm ligação com milícias xiitas, o que dificulta sua ação contra extremistas xiitas", diz o GAO.

Em resumo, o texto conclui que "a principal legislação não foi aprovada, a violência continua alta, e não está claro se o governo iraquiano irá empregar US$ 10 bilhões na reconstrução".

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