Presidente americano George W. Bush faz visita-surpresa ao Iraque
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou na base aérea de Anbar, a oeste de Bagdá, para uma visita-surpresa ao Iraque nesta segunda-feira. É a terceira que o líder americano visita o país desde o início da invasão ao país árabe, em 2003.
Bush esteve anteriormente no Iraque em novembro de 2003 e em junho de 2006. A Casa Branca disse que o presidente viajou acompanhado da secretária de Estado, Condoleezza Rice, e do conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, além de outros assessores.
| Charles Dharapak/AP |
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| Bush ao lado do comandante militar dos EUA no Iraque, ao chegar em Bagdá para visita |
A visita de Bush --mantida em segredo por questões de segurança-- ocorre antes de o líder americano seguir para a Austrália. Ele deveria deixar os EUA com destino a Sydney nesta segunda-feira, mas o Air Force One decolou da base aérea de Andrews neste domingo.
Na próxima semana, David Petraeus, comandante militar dos EUA no Iraque, e Ryan Crocker, embaixador americano em Bagdá, apresentarão um relatório a respeito do Iraque perante o Congresso americano. O documento, ao lado de um segundo relatório que será entregue pela Casa Branca em 15 de setembro, deve determinar o próximo passo no conflito.
Na sexta-feira (31), Bush reuniu-se com líderes do Pentágono, que expressaram preocupação com a permanência de soldados americanos por tempo prolongado no Iraque.
Atualmente, há cerca de 162 mil militares dos EUA destacados no país árabes --entre eles, uma força adicional de 30 mil que chegou em fevereiro para ajudar a combater a violência.
Relatório
Na semana passada, um relatório oficial elaborado pelo Escritório de Supervisão do Governo dos Estados Unidos [GAO, na sigla em inglês] apontou que o Iraque não alcançou os 18 objetivos fixados pelo Congresso americano para o progresso político e militar.
Segundo o jornal, o documento sobre o país árabe, intitulado "Levando Segurança, Estabilizando e Reconstruindo o Iraque", afirma que foram atingidos "apenas três dos 18 objetivos" fixados por congressistas americanos para avaliar seu progresso político e militar.
A versão definitiva do documento deveria ser enviada nesta terça-feira ao Congresso.
Violência
O documento contradiz o panorama exposto pelo governo de Bush em julho último, que indicava diminuição na violência após o início de ampla ofensiva em Bagdá, no início do ano. "A média de ataques diários contra civis continua a mesma de seis meses atrás".
De acordo com o relatório, a "capacidade das forças de segurança iraquianas também não progrediu". "Algumas unidades enviadas a Bagdá seguem diferentes grupos, e algumas têm ligação com milícias xiitas, o que dificulta sua ação contra extremistas xiitas", diz o GAO.
Em resumo, o texto conclui que "a principal legislação não foi aprovada, a violência continua alta, e não está claro se o governo iraquiano irá empregar US$ 10 bilhões na reconstrução".
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