Mundo
05/09/2007 - 00h01

Furacão Henriette ameaça México; Félix se torna tempestade tropical

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da Folha Online

Enquanto a tempestade Henriette ganhou força nesta terça-feira na costa do Pacífico e se transformou em um furacão de categoria 1 na escala Saffir Simpson, Félix deixou de ser um furacão na noite de hoje, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, com sede em Miami.

Henriette chegou às 13h36 na costa da península da Baixa Califórnia, segundo Serviço de Metereologia Nacional (SMN) do méxico.

Os ventos causados por Henriette, que está na categoria 1, chegam a 120 km/h, segundo o NHC.

Na capital do Estado da Baixa Califórnia do Sul, La Paz, a tempestade provocou alagamentos e o olho do furacão deve chegar ao local por volta das 2h desta quarta-feira.

No município de Los Cabos, onde o furacão atingiu o continente, permaneciam cerca de 6.000 turistas após a retirada de milhares ontem. A cidade ficou praticamente incomunicável devido ao rompimento de comunicações e o fechamento do porto e do aeroporto internacional.

Anteriormente, Henriette causou inundações e deslizamentos que mataram seis pessoas em Acapulco. Nesta segunda-feira, a polícia de Cabo San Lucas informou que uma mulher morreu afogada.

Os Estados mexicanos de Sinaloa, Durango, Chihuahua, Nayarit, Sonora, e Baixa Califórnia do Norte mantiveram um alerta preventivo.

Félix

A tempestade tropical estava localizada a 220 km a oeste de Puerto Cabezas, na Nicarágua com ventos de até 95 km/h, segundo o último informe do NHC. Félix está a cerca de 200 a leste de Tegucigalpa, capital de Honduras.

O comunicado do NHC também informa que Félix se move a cerca de 21 km/h e continua perdendo força de forma que deve se extinguir nas próximas 24 horas. O órgão americano alerta para o risco de alagamentos devido à intensa chuva na região.
Na madrugada desta terça-feira, Félix chegou à Nicarágua como um furacão de categoria 5 --a máxima na escala Saffir Simpsoon.

Temporada

Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acaba em 30 de novembro, houve a formação de cinco tempestades tropicais: Andrea, Barry, Chantal, Dean e Erin. Até agora, só o Dean se tornou furacão, e chegou à categoria 5 quando atingiu a península de Yucatán.

A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade superior ao normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), mas não será "hiperativa" como a de 1995, 2004 e 2005. Gray previu em agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.

Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade.

A temporada de 2007 do Atlântico é a quarta desde 1886 a ter mais de um furacão de categoria 5, de acordo com o NOAA.

 

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