Mundo
05/09/2007 - 09h50

Depressão tropical Félix causa chuvas na América Central

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da Folha Online

A depressão tropical Félix deve causar chuvas fortes em algumas partes da Nicarágua e de Honduras nesta quarta-feira, causando o risco de inundações e deslizamento de terra.

Ao menos três pessoas morreram e milhares de casas foram destruídas quando Félix, que atingiu a costa de Miskito, na América Central, como um poderoso furacão de categoria 5, atingiu a Nicarágua e Honduras, de acordo com autoridades.

Na manhã desta quarta-feira, o centro de Félix estava "muito perto" de Tegucigalpa e se movia a 14,5 km/h), segundo Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).

Isaac Esquivel/Efe
Ruas alagadas em Cidade do México devido à proximidade de Félix e Henriette
Ruas alagadas em Cidade do México devido à proximidade de Félix e Henriette

Na Nicarágua, Félix atingiu Puerto Cabezas nesta terça-feira, levando ventos de 258 km/h, arrancando telhados e destruindo ou danificando 5.000 casas, segundo da Defesa Civil.

O governo da Nicarágua declarou situação de desastre na região do norte do Caribe.

Enquanto isso, o furacão de categoria 1 Henriette ameaça a costa do Pacífico. Na manhã de hoje, Henriette estava 97 km ao nordeste de La Paz, no México, e se movia para o norte da 20 km/h. Seus ventos máximos chegavam a 120 km/h. Henriette chegou ontem à costa da península da Baixa Califórnia, segundo o Serviço de Metereologia Nacional (SMN) do México.

Na capital do Estado da Baixa Califórnia do Sul, La Paz, a tempestade provocou alagamentos e o olho do furacão deve chegar ao local por volta das 2h desta quarta-feira.

AP
Imagem da depressão tropical Félix e do furacão Henriette sobre a América Cental
Imagem da depressão tropical Félix e do furacão Henriette sobre a América Cental

No município de Los Cabos, onde o furacão atingiu o continente, permaneciam cerca de 6.000 turistas após a retirada de milhares ontem. A cidade ficou praticamente incomunicável devido ao rompimento de comunicações e o fechamento do porto e do aeroporto internacional.

Anteriormente, Henriette causou inundações e deslizamentos que mataram seis pessoas em Acapulco. Nesta segunda-feira, a polícia de Cabo San Lucas informou que uma mulher morreu afogada.

Os Estados mexicanos de Sinaloa, Durango, Chihuahua, Nayarit, Sonora, e Baixa Califórnia do Norte mantiveram um alerta preventivo.

Temporada

Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acaba em 30 de novembro, houve a formação de cinco tempestades tropicais: Andrea, Barry, Chantal, Dean e Erin. Até agora, só o Dean se tornou furacão, e chegou à categoria 5 quando atingiu a península de Yucatán.

A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade superior ao normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), mas não será "hiperativa" como a de 1995, 2004 e 2005. Gray previu em agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.

Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade.

A temporada de 2007 do Atlântico é a quarta desde 1886 a ter mais de um furacão de categoria 5, de acordo com o NOAA.

 

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