Rapaz saudita é condenado a memorizar capítulos do Corão
da Efe, em Riad
Um tribunal da Arábia Saudita condenou um jovem de 18 anos a memorizar 37 suras (capítulos) do Corão --livro sagrado dos muçulmanos-- por ter estado "em companhia de uma mulher não parente em um lugar público".
O jovem, segundo informa hoje o jornal "Okaz" em seu site, terá também que memorizar quarenta hadiz --ditos atribuídos ao profeta Maomé-- e voltar a comparecer perante o juiz depois do mês sagrado do Ramadã, que começa no dia 13, para recitá-los.
O condenado, cujo nome não foi revelado, tinha sido detido pela polícia religiosa, a Mutawa, enquanto estava em um bairro da capital saudita, Riad.
A Mutawa, cujo nome oficial é Comissão para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício, conta com cerca de 5.000 homens encarregados de vigiar o respeito da população aos valores islâmicos no país, onde é aplicada a sharia (lei islâmica).
O homem que acompanhar uma mulher que não seja de sua família na Arábia Saudita pode ser castigado com chicotadas ou receber penas de prisão, mas o juiz levou em consideração que o jovem é menor de 21 anos.
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