Félix provoca ao menos 21 mortos na Nicarágua
da Folha Online
Ao menos 21 pessoas morreram e outras 50 mil ficaram desabrigadas devido à passagem do então furacão Félix pela Nicarágua, informou nesta quarta-feira o governador da Região Autônoma do Atlântico Norte (Raan), Reynaldo Francis.
"Temos 21 mortos e é possível que este número aumente", disse o governador Francis ao presidente Daniel Ortega, que visita a região.
"Estamos vendo que o número de vítimas cresce, recebemos informações de pessoas que estão boiando nas águas, agarradas a galhos", afirmou o governador.
A região do nordeste nicaraguense, habitada principalmente por índios Misquitos. O olho do furacão Félix atingiu a área nesta terça-feira com ventos de até 260 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.
Em Puerto Cabezas, cidade com 40 mil habitantes, o furacão destruiu 90% da infra-estrutura.
O Félix é agora uma depressão tropical com ventos de 45 km/h e provoca chuvas em Honduras, Nicarágua, El Salvador e Guatemala.
Em San Pedro Sula, na Nicarágua, um bairro pobre foi inundado pelas águas. A polícia tenta retirar os afetados pelas enchentes no país.
"A vida é mais importante do que bens materiais", disse David Serato, que aceitou sair do local com resistência.
Temporada
Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acaba em 30 de novembro, houve a formação de cinco tempestades tropicais: Andrea, Barry, Chantal, Dean, Erin e Félix. Até agora, Dean e Félix se tornaram furacões e chegaram à categoria 5.
A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade superior ao normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), mas não será "hiperativa" como a de 1995, 2004 e 2005. Gray previu em agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.
Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade.
A temporada de 2007 do Atlântico é a quarta desde 1886 a ter mais de um furacão de categoria 5, de acordo com o NOAA.
Com France Presse
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