Mundo
08/09/2007 - 11h38

O mais importante é saber o que ocorreu com Maddie, diz ministro

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da Efe, em Viana do Castelo (Portugal)

O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, ressaltou neste sábado que a Justiça de Portugal está fazendo seu trabalho no caso da britânica desaparecida Madeleine McCann e que "o mais importante é saber o que aconteceu com a menina".

Em declarações aos jornalistas durante a reunião informal de ministros de Assuntos Exteriores da União Européia realizado este fim de semana em Viana do Castelo, Portugal, o chefe da diplomacia britânica não quis comentar os últimos eventos em torno da investigação, assim como a declaração como suspeitos dos pais da menina.

"A Justiça portuguesa está fazendo seu trabalho e os serviços consulares britânicos estão cumprindo sua obrigação, mas o mais importante é a menina", disse Miliband à imprensa.

A Polícia Judiciária de Portugal suspeita oficialmente de Gerry e Kate McCann, pais da menina Madeleine McCann, 4, desaparecida desde o dia 3 de maio. Gerry foi interrogado nesta sexta-feira (6) por mais de oito horas no edifício da Polícia Judiciária em Portimão, na região portuguesa do Algarve. Também na sexta, a mãe da menina foi chamada a comparecer pela segunda vez em menos de 24 horas ao prédio da polícia.

Após 16 horas de conversa com Kate, a polícia a considerou oficialmente suspeita, segundo informações divulgadas pela família McCann.

Até ontem, havia oficialmente apenas um suspeito de estar relacionado com o desaparecimento da menina, o britânico Robert Murat.

McCann Family/AP
Madeleine pode ter sido morta acidentalmente pela mãe
Madeleine pode ter sido morta acidentalmente pela mãe

A tese da polícia de Portugal é de morte acidental, a mãe teria administrado uma dose fatal de sedativo na menina e então, ambos, Kate e Gerry, teriam encoberto a morte, segundo o jornal britânico "The Daily News". Gerry e Kate alegaram inocência, segundo a CNN.

O casal passou a ser apontado como suspeito do desaparecimento da filha em agosto, via reportagens da imprensa portuguesa. Após Kate ser nomeada oficialmente suspeita, segundo fontes da família, uma oferta de acordo foi divulgada.

"Se você disser que matou Madeleine por acidente, escondeu a menina e se livrou de seu corpo, nós podemos conseguir para você um sentença de dois anos de prisão ou ainda menos", disse Philomena, irmã de Gerry McCann, sobre o que Kate teria ouvido durante as horas que passou no prédio da polícia, à rede de televisão "ITV", segundo a Associated Press.

A polícia decidiu convocar Kate e Gerry McCann a depor separadamente pela primeira vez após os resultados das análises dos vestígios enviados ao Reino Unido.

Os vestígios foram recolhidos depois que cães especialmente treinados no Reino Unido detectaram vestígios de sangue e cheiro de cadáver no apartamento, e em objetos relacionados ao casal McCann. Os policiais teriam encontrado sangue em um carro utilizado pelo casal em Portugal.

A porta-voz da família McCann, Justine McGuinness, afirmou que as alegações contra Kate McCann sobre possíveis traços de sangue encontrados no carro não procedem, pois, segundo ela, o carro havia sido alugado cerca de 25 dias após o desaparecimento de Madeleine.

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