Premiê de Israel defende sigilo sobre operações militares
da Efe, em Jerusalém
O premiê de Israel, Ehud Olmert, defendeu neste domingo a política de silêncio de sua administração sobre o incidente com a Síria da quinta-feira (6), por estimar que nem sempre deve dar explicações sobre as operações militares de seu país.
"Naturalmente, nem sempre podemos mostrar nossas cartas ao público", disse Olmert, ao início da reunião semanal do Conselho de Ministros, em referência às operações militares israelenses.
Olmert elogiou o "inusitado valor" que "os serviços de segurança e os soldados do Exército israelense" estão mostrando, sem esclarecer se referia-se à denúncia do governo sírio de que aviões militares israelenses bombardearam território da Síria e fugiram após serem atingidos por baterias antiaéreas desse país.
Os altos comandantes militares e os ministros do gabinete se recusaram a comentar o incidente com a imprensa, tanto abertamente quanto sob condição de anonimato, informam veículos de comunicação locais.
De fato, e ao contrário de outras ocasiões, os jornalistas só puderam ter acesso à sala onde ocorreu a sessão quando todos os ministros tinham tomado assento, para evitar que fossem interrogados a respeito.
Este novo episódio de silêncio acontece no mesmo dia em que o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al Muallem, viajou a Ancara para se reunir com o governo turco, a fim de esclarecer o conflito entre a Síria e Israel, segundo fontes oficiais turcas.
A imprensa israelense especula hoje que os aviões israelenses teriam entrado na Síria para inspecionar suas defesas antiaéreas ou em busca de um corredor aéreo para chegar ao Irã, seu principal inimigo potencial.
O ministro de Ciência e Tecnologia israelense, Raleb Majadele, o único membro árabe do Executivo, declarou ao jornal "Al Sinara" da cidade de Nazaré que aviões da Força Aérea entram com freqüência no espaço aéreo da Síria.
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