Mundo
09/09/2007 - 19h25

EUA lembram os seis anos do 11/9 sob sombra da "guerra ao terror"

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da France Presse, em Nova York

Os Estados Unidos relembram nesta terça-feira o sexto aniversário dos ataques do 11 de Setembro com eventos de menor envergadura do que nos anos anteriores, num momento em que se enfrenta uma crescente preocupação pelo conflito batizado de "guerra ao terror" que o país lidera.

Em Nova York, onde cerca de 2.700 pessoas morreram quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, os bombeiros lerão os nomes dos falecidos durante uma cerimônia solene a ser realizada na terça-feira.

Neste que se transformou em um rito anual, a leitura dos nomes dos falecidos será interrompida com quatro pausas de silêncio, que marcarão o momento exato em que os aviões atingiram as torres e quando os prédios desabaram.

Os sinos das igrejas tocarão às 08h46 (10h46 de Brasília) para marcar o momento exato no que o primeiro avião, o vôo 11 da American Airlines, se chocou contra a Torre Norte.

Depois disso, familiares das vítimas poderão descer por uma longa rampa no lugar onde se localizava o World Trade Center para depositar flores e orar.

A cerimônia é menor do que a do ano passado, quando o presidente George W. Bush ofereceu uma coroa de flores e leu uma mensagem à nação.

Bush, que este ano pediu aos americanos que lembrem do aniversário com serviços religiosos e uma vigília com velas, participará em Washington em uma cerimônia em homenagem às vítimas. Em seguida, será respeitado um minuto de silêncio na Casa Branca.

"O problema principal é combater o extremismo, reconhecer que a história nos chamou para a ação", disse Bush no mês passado, mantendo a postura que defende desde os ataques.

No "Marco Zero", o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, será o responsável pela cerimônia --na qual seu antecessor, Rudolph Giuliani, pronunciará um discurso. Alguns dos familiares das vítimas têm criticado a presença de Giuliani nos atos, levando em consideração suas ambições presidenciais.

Como prefeito, Giuliani procurou minimizar o trauma dos ataques, mas tem sido acusado de tentar levar vantagem política com suas ações depois dos atentados terroristas do 11 de Setembro.

A pré-candidata democrata na corrida presidencial, a senadora por Nova York Hillary Clinton, também participará da cerimônia e vai ajudar a ler os nomes dos falecidos.

À noite, será realizado um "Tributo de Luz". Dois potentes feixes de luz projetados no céu sobre o Marco Zero simbolizarão as duas torres atingidas.

Em Shanksville, Pensilvânia, onde caiu o avião do vôo 93 da United Airlines seqüestrado por terroristas, também serão prestadas homenagens aos 40 passageiros e tripulantes mortos.

Em Washington, onde 184 pessoas morreram quando o vôo 77 da American Airlines se chocou contra o Pentágono, o Departamento de Defesa está organizando una "Caminhada pela liberdade" para o domingo em homenagem aos mortos e para mostrar seu apoio às tropas americanas que estão a serviço no exterior.

Mais de 4.100 soldados americanos já morreram no Iraque e no Afeganistão desde que Bush declarou a "guerra contra o terror".

O descontentamento popular com relação ao governo Bush se dá principalmente pelo fato de o presidente ter mentido sobre o Iraque e pelo questionamento sobre se realmente os Estados Unidos são mais seguros agora do que há seis anos --quando o procurado líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, lançou os ataques.

Bin Laden continua livre e acredita-se que está escondido na região montanhosa localizada na zona fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão.

A guerra contra o terrorismo também tem sido debatida durante a campanha presidencial de 2008. A maioria dos candidatos apóia um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque.

O lento ritmo de reconstrução do Marco Zero, onde apenas uma torre de escritórios foi terminada em substituição aos edifícios atingidos pelos ataques do 11 de Setembro, também gera controvérsia seis anos depois dos ataques.

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