Polícia portuguesa encaminhará caso Madeleine à procuradoria
da Efe, em Lisboa
A polícia portuguesa disse nesta segunda-feira que irá encaminhar o caso Madeleine a um procurador, para que avalie o que fazer com os indícios de que os pais da menina de 4 anos estariam envolvidos em sua possível morte.
O promotor João Cunha de Magalhães será responsável pelo caso e poderá decidir se os indícios contra Kate e Jerry McCann são sólidos, pedir novas investigações e até chamá-los novamente para depor ou se apresentar ao juiz.
| Rui Vieira/AP |
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| Kate e Gerry chegam ao Reino Unido; caso irá para promotoria |
Como procurador do caso, segundo fontes jurídicas, ele poderá pedir ao juiz medidas de controle mais severas, incluindo a prisão provisória dos McCann. Até agora, o casal só é obrigado a comunicar ausências superiores a 5 dias de seu domicílio, fixado no Reino Unido.
Magalhães também deve se pronunciar sobre a situação do britânico residente em Portugal Robert Murat, o terceiro "argüido" --termo jurídico português para suspeito sob interrogatório-- no caso, e o primeiro que foi investigado.
Apenas um dia depois do retorno de Kate e Gerry ao Reino Unido --negando todas as acusações da Polícia Judiciária portuguesa-- esta decidiu enviar à Promotoria o expediente de suas investigações. No entanto, ainda é preciso realizar algumas análises.
Desde que Madeleine desapareceu, no dia 3 de maio, na Praia da Luz, sul de Portugal, a polícia realizou buscas por centenas de quilômetros, revistou casas e pertences de Murat e dos McCann. Além disso, interrogou os três e inúmeras pessoas de seu entorno.
Porém, nunca se conseguiu indícios sólidos sobre o paradeiro da menina, até que cachorros especialmente treinados e emprestados pela polícia britânica detectaram vestígios de um corpo no apartamento alugado pelo casal. Rastros de sangue foram encontrados no automóvel, nas roupas e em outros bens dos McCann.
Falta de provas
Embora todas as investigações sejam secretas, a polícia deixou vazar à imprensa que os indícios contra os pais da menina podem ser judicialmente frágeis.
Vários meios de comunicação portugueses especularam que a polícia teria pressionado o casal nos interrogatórios, em particular a mãe de Madeleine, a principal suspeita. Os policiais estariam buscando uma confissão, porque as provas encontradas não são conclusivas.
| AP |
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| Foto da garota inglesa Madeleine McCann, desaparecida desde maio |
Segundo as primeiras análises das amostras detectadas pelos cães, realizadas também no Reino Unido, os restos de sangue têm um alto percentual do material genético da menina, mas sua confiabilidade não é plena.
Na seqüência de acontecimentos desde o desaparecimento de Madeleine --enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo ao quarto onde a menina dormia-- os investigadores encontraram contradições nos depoimentos dos McCann e dos amigos britânicos que os acompanhavam.
Entretanto, a polícia também não conseguiu encaixar os fatos daquela noite e no comportamento de Kate e Gerry a possibilidade de morte acidental de sua filha e ocultação do cadáver da menina.
Sangue
Os vestígios de sangue encontrados no automóvel alugado pelo casal também não correspondem à data do aluguel do veículo: 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine.
Magalhães terá que analisar o trabalho da polícia e decidir se há provas suficientes para abrir um processo penal ou se será preciso esperar o resultado de novas investigações.
Estas poderiam ser realizadas a partir da análise de amostras de material biológico que ainda não chegaram a Portugal do laboratório legista de Birmingham, no Reino Unido.
Porta-vozes policiais disseram hoje que as equipes de busca podem retomar seu trabalho nos próximos dias.
Investigações
Quanto aos McCann, fontes jurídicas afirmaram que, segundo a orientação do promotor, Kate e Gerry podem ser interrogados em Portugal ou no Reino Unido. No entanto, o porta-voz policial português Olegário Sousa admitiu que a ausência do casal dificulta a investigação.
Para essas e outras opções jurídicas, a vontade dos McCann e de seus advogados de cooperar com a Justiça é considerada determinante para que o caso, sem provas contundentes, não se perca em trâmites judiciais.
Por enquanto, os policiais disseram anonimamente à imprensa que temem pela súbita partida dos pais de Madeleine e pelas críticas deles e de seus familiares, que poderiam prejudicar a investigação.
Eles acusam a polícia portuguesa de falta de rigor em seu trabalho, e de ter pressa para encerrar o caso.
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Especial




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Mesmo assim agradeço o espaço...ahhh e só dão tanto enfase nesta historia porque é uma menina do 1º mundo e rica....... porque temos aki no Brasil crianças sendo espancadas e que somem e nem ao menos citam o nome delas.......então gente é muito louvavel o que fazem o que dizem ... mas querem dar um culpado para a garotinha da ingleterra ..... mas antes disso pense nas nossas crianças.. "QUEREM SALVAR O MUNDO, PRIMEIRAMENTE ARRUMEM VOSSOS QUARTOS"
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