11 de Setembro ainda é parte da vida dos americanos, indica pesquisa
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
Nas véspera dos seis anos dos atentados contra o World Trade Center em Nova York e contra o Pentágono, 81% dos entrevistados por uma pesquisa do Instituto Zogby ainda vêem o 11 de setembro como o evento histórico mais importante de suas vidas. Os ataques terroristas provocaram a morte de aproximadamente 3.000 pessoas.
A pesquisa compreendia 82 questões e foi realizada com 938 adultos por telefone no período de 6 a 9 de setembro e possui margem de erro de 3,3 pontos percentuais para menos ou para mais.
Dos entrevistados, 61% afirmaram pensar naquele dia ao menos uma vez por semana.
Ataques
Mesmo com uma lembrança tão forte do 11 de Setembro, 62% dos entrevistados disseram que a nação está melhor protegida contra ataques terroristas.
Apesar da aparente confiança, 91% disseram que os Estados Unidos devem ser atacados outra vez por terroristas em território americano. Enquanto 47% afirmam que este ataque deve ocorrer nos próximos cinco anos, 19% disseram que poderia ocorrer em qualquer momento na última década. Apenas 4% afirmaram que os EUA estão imunes de futuros ataques terroristas, enquanto outros 4% disseram estar incertos.
Dos que dizem acreditar que um ataque ocorrerá nos EUA, 20% afirmam esperar uma sabotagem contra comida ou água. Já 17% acreditam no uso de um ataque biológico ou químico. Um carro-bomba em uma área de grande fluxo de pessoas é a opção de 16%. Um ataque contra agências do governo na internet foi escolhido por 9% e 6% disseram esperar uma ação terrorista com uma arma nuclear.
Apenas 2% dos que disseram acreditar na hipótese de novos ataques listaram aviões como método para possíveis atentados terroristas.
Geografia
O impacto do 11 de Setembro também difere dependendo da geografia. Enquanto 77% dos entrevistados da costa leste --atingida pelos ataques-- afirmam pensar naquele dia ao menos uma vez por semana, a porcentagem é de 46% para os da costa oeste.
Quanto ao peso histórico, a geografia também parece ter um papel central, pois 90% dos residentes na costa leste disseram que o 11 de Setembro foi o evento histórico mais significativo de suas vidas. A mesma resposta é dada por 75% dos entrevistados na costa oeste.
A presença dos ataques é forte, apesar de 62% terem dito que não vêem o vídeo que mostra o choque dos aviões contra o WTC em mais de um mês. Já 42% afirmam que não assistiram ao vídeo em mais de seis meses ou mais tempo. E 6% dos entrevistados disseram não ter visto nunca mais o vídeo após a época dos ataques, em 2001.
Ao que parece, os entrevistados tampouco querem ver o vídeo mais vezes. 51% dos entrevistados disseram que que não gostariam de assistir mais vezes a filmagem, pois ela causaria mais discórdia interna. Já 45% gostariam que assistir mais transmissões com a seqüência.
Para 83% dos americanos, as pessoas deveriam lembrar os ataques com formalidade e prestar um minuto de silêncio ou visitar um memorial dos que foram mortos naquele dia.
Bush
O presidente dos EUA, George W.Bush, ganha 34% de avaliação positiva em sua luta contra o terrorismo, contra 65%, de negativa. A três anos, quando foi reeleito, dois em cada três entrevistados deram uma nova positiva na política do presidente contra o terror.
Sobre o Iraque, assunto atualmente discutido no Congresso americano, 52% dos entrevistados disseram que a invasão de 2003 foi outra ação, não ligada à guerra ao terror. Já 41% afirmam acreditar que o conflito é parte da empreitada de Bush contra o terrorismo.
Uma pesquisa anterior do mesmo instituto indicou que 51% dos entrevistados gostariam de uma investigação sobre a conduta antes, durante e após o 11 de Setembro de Bush, do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, ou ambos pelo Congresso.
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