Após ataque de foguete a Israel, políticos pedem ação em Gaza
da Folha Online
Um foguete lançado em um campo de treinamento em Israel feriu 69 soldados, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), citadas pela rede CNN. Deste total, 57 homens apresentaram ferimentos leves e ao menos 26 foram medicados e liberados, segundo a IDF. A Reuters informou que três soldados foram internados em estado grave.
Os grupos radicais islâmicos Comitê de Resistência Popular e a Jihad Islâmica reivindicaram a autoria dos atentados, realizados durante esta madrugada contra tendas na base de treinamento de Zikkim, ao norte da faixa de Gaza.
Trata-se do ataque com foguete que deixou o maior número de feridos em Israel. Tais lançamentos causaram 12 mortos em território israelense desde 2000, segundo a Reuters. Dado isto, setores do governo israelense pedem uma incursão militar na faixa de Gaza para combater os grupos lançadores de foguetes.
Segundo informações de Israel, o foguete atingiu uma tenda vazia, mas espalhou fragmentos para as vizinhas.
O porta-voz do grupo radical Hamas, que contra a faixa de Gaza desde junho, declarou que o ataque "traz orgulho à Palestina".
Horas após o lançamento do foguete palestino, um míssil disparado pelas forças israelenses atingiu uma casa em Beit Lahiya, cidade palestina ao norte da faixa de Gaza. Uma mulher e sua filha ficaram feridas pelo ataque.
Resposta
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, informou que uma reunião para discutir uma resposta ao incidente foi convocada.
O ataque ocorreu nas vésperas do Ano Novo judaico e levantou um debate se uma operação em larga escala seria lançada contra a faixa de Gaza.
"Eu acho que há muito, muito tempo, deveríamos ter respondido", disse o ministro da Indústria e Comércio de Israel, Eli Yishai, do partido Shas, à rádio do Exército em Israel.
O chefe da oposição no Parlamento de Israel, Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, pediu que o governo lance uma operação de grande escala em Gaza.
Para Netanyahu, uma invasão a Gaza é a única solução para impedir que radicais continuem disparando foguetes Qassam contra o território israelense.
Israel deixou a faixa de Gaza em 2005, mas grupos rebeldes consideram o território ainda ocupado, pois Israel ainda controla as fronteiras, o espaço aéreo e o território marítimo.
Com Reuters, Associated Press e Efe
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