Democratas dizem que saída de 30 mil militares do Iraque é pouco
da Folha Online
da Associated Press, em Washington e Council Bluffs (Ohio)
Membros do Partido Democrata afirmaram que a retirada de 30 mil americanos do Iraque até julho de 2008, proposta que deve ser apresentada nesta quinta-feira pelo presidente dos EUA, George W. Bush, é insuficiente.
O líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que recomendação do comandante das forças americanas no país do Oriente Médio, general David Petraeus, ao Congresso não muda a missão, nem a estratégia no Iraque. "O plano dele é apenas mais da mesma coisa", afirmou Reid. No entanto, ele não forneceu uma alternativa.
| Kevin Lamarque/Reuters |
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| Bush (no centro) entre os democratas Nancy Pelosi e Harry Reid durante reunião |
"Eu peço aos republicanos no Senado que não sigam o presidente como vem fazendo por anos sobre esta guerra. É hora de mudar. É uma guerra do presidente", disse Reid no Congresso.
Reid disse que os democratas devem oferecer emendas para mudar o curso da guerra na semana que vem. Ele também pediu aos membros do partido do presidente Bush, o republicano, que se engajem neste objetivo.
O senador democrata Carl Levin, do Comitê de Serviços Bélicos do Senado, disse que o acréscimo de contingente no Iraque anunciado por Bush em janeiro visava dar ao governo iraquiano espaço para que se empenhasse, mas afirmou que a administração local continuou deficiente.
"O presidente está somente prolongando isto indefinidamente", afirmou Levin. Para o senador, o relato de Petraeus deixou claro que o propósito do reforço de contingente no Iraque não foi atingido.
A bancada democrata criticou em peso do fato do governo do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al Maliki, atingir apenas 3 dos 18 objetivos estabelecidos para o país.
Um relato escrito da apresentação de Petraeus e do embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker, vai ser divulgado na próxima sexta-feira (14).
Pré-candidatos
| 8.jan.2007/AP |
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| Senador Barack Obama defende retirada imediata das forças americanas do Iraque |
O senador Barack Obama e a senadora Hillary Rodham Clinton, pré-candidatos democratas à presidência dos EUA, pressionaram nesta quarta-feira para uma retirada maior de contingente do Iraque.
"Não há solução militar no Iraque e nunca houve", afirmou Obama, ao pedir uma remoção imediata dos militares.
Segundo informações da rede CNN, Obama também disse ao governo que o conflito no Iraque pode se estender ao Irã.
"Senhor presidente nós precisamos de honestidade", disse Clinton ao se antecipar ao discurso que deve ser realizado amanhã por Bush.
Republicanos
A secretária de Estado, Condoleezza Rice, disse que a estabilização do Iraque será um processo lento que não terminará quando a violência no país for reduzida. A questão, segundo pesquisas de opinião nos Estados Unidos, é mais importante para os americanos do que temas como a busca do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden.
"Eu não sinto um aumento de instabilidade da parte dos colegas republicanos", disse o senador líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell.
O pré-candidato republicano à presidência dos EUA John McCain pediu aos "corações e mentes dos eleitores" que se coloquem a favor de manter a apoiar a decisão do presidente.
"Nós sofremos muitas perdas e estamos frustrados, mas temos uma nova estratégia que está dando certo e vamos dar uma chance a ela", disse McCain nesta quarta-feira.
Em relação às declarações de Obama, o pré-candidato republicano Mitt Romney disse que a opção do democrata traria insegurança.
"Se seguirmos este plano, a [rede terrorista] Al Qaeda teria um paraíso no Iraque e Osama bin Laden estaria comemorando", afirmou Romney. "Eu acho que Barack Obama se desqualificou para a presidência", disse ainda Romney.
Com Reuters
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