Chanceler francês afirma que é preciso ser mais firme com Irã
da Efe, em Paris
O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou neste domingo que é preciso ser firme com o Irã para que o país abandone o seu programa nuclear. Ele explicou que a França tem que estar preparada "para o pior, que é a guerra", embora isso não vá ocorrer no momento, segundo ele.
"Negociaremos até o final, mas ao mesmo tempo nos preparamos com seriedade. Não aceitaremos mais uma bomba nuclear nesta região tão perigosa. Não pode haver uma crise maior no mundo que essa", disse Kouchner na rede de televisão LCI.
O chefe da diplomacia francesa aposta no endurecimento das sanções e falou que é preciso estar preparado para o pior: uma guerra. "Temos que dizer aos iranianos que não aceitaremos que a bomba seja construída, para eles suspenderem o enriquecimento de urânio", declarou.
Kouchner explicou que são estudadas sanções "mais eficazes" fora do âmbito da Organização das Nações Unidas e em nível europeu, que afetariam "os circuitos financeiros". "Não afetam os meios de comunicação iranianos, mas as grandes fortunas, os bancos e as grandes operações". Ele declarou que o Governo pediu às empresas francesas que não aproveitem as licitações no Irã, uma solicitação que "foi ouvida" pelas multinacionais.
O ministro do Exterior francês viajará amanhã a Moscou e tentará obter o apoio russo para as novas sanções. "É uma forma de dizer que tomamos o assunto com seriedade. Não queremos uma bomba que é um autêntico perigo para todo o mundo", afirmou.
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