Coréia do Norte adquire material para enriquecer urânio
da Efe, em Tóquio
A Coréia do Norte informou aos Estados Unidos que, no início de setembro, comprou material para enriquecer urânio de um terceiro país, afirmou nesta segunda-feira a agência local de notícias Kyodo, que cita fontes diplomáticas.
Ao admitir a compra de um tipo de encanamento de alumínio, Pyongyang reconheceu pela primeira vez, embora implicitamente, que iniciara um programa nuclear secreto, diz a Kyodo.
A confirmação aconteceu durante a reunião bilateral ocorrida entre Coréia do Norte e Estados Unidos nos dias 1º e 2 de setembro, em Genebra.
Desse encontro, participaram o negociador e vice-ministro de Assuntos Exteriores norte-coreano, Kim Kye-gwan, e o negociador nuclear americano, Christopher Hill.
No entanto, a Coréia do Norte não chegou a afirmar que tinha um programa de enriquecimento de urânio, e também não forneceu dados sobre o país que comercializou este material, apesar de ter sido cogitada a a possibilidade de o Paquistão e a Rússia terem feito a venda.
Em 2002, os Estados Unidos denunciaram que a Coréia do Norte mantinha admitido ter iniciado um programa secreto de enriquecimento de urânio, extremo que Pyongyang nunca havia desmentido desde então.
As informações da Kyodo são divulgadas quando os países envolvidos nas negociações multilaterais --as duas Coréias, Estados Unidos, China, Rússia e Japão-- começaram a definir o calendário da segunda fase do processo de desmantelação das instalações nucleares norte-coreanas, seguindo o estipulado em fevereiro.
Na segunda fase do processo de desnuclearização da península coreana, Pyongyang terá que dar informações sobre seu programa nuclear, e desmantelar todas as instalações em troca de assistência econômica, energética e humanitária.
Na primeira fase, concluída em julho, Pyongyang fechou a central de Yongbyon --seu maior complexo nuclear-- e os países envolvidos nas negociações começaram o envio de petróleo ao regime comunista.
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