Mundo
20/09/2007 - 17h21

Presidente da França nega prospecto de guerra contra Irã

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da France Presse, em Paris

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que seu país "não quer a guerra" contra Teerã, nesta quinta-feira em entrevista veiculada pela TF1 e a France 2.

"O Irã tenta obter a bomba atômica, o que é inaceitável", disse Sarkozy. O caso nuclear iraniano "é extremamente sensível, mas a França não quer a guerra", afirmou.

O país do Oriente Médio é acusado de desenvolver um programa nuclear com fins militares pelos EUA e pela França, mas autoridades iranianas afirmam que seu programa tem objetivos energéticos.

O comentário de Sarkozy é parte dos desdobramentos das declarações do ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, que disse no último domingo (16), que o mundo devia se preparar para a possibilidade de uma guerra contra o Irã.

Kouchner tentou em seguida minimizar o impacto de sua declaração reafirmando a necessidade de negociar até o fim com Teerã e alegando que queria dizer na verdade que o mais importante era evitar a guerra.

"Eu não teria utilizado a palavra guerra, mas ele [Kouchner] já explicou o que queria dizer com isso", disse Sarkozy.

O presidente francês elogiou o trabalho de seu ministro, principalmente sobre o Líbano e a região sudanesa de Darfur. O trabalho de Kouchner "é um motivo de orgulho para a França", afirmou Sarkozy.

"Como se pode convencer os iranianos a renunciar a seus projetos [nucleares], como a comunidade internacional convenceu a Coréia do Norte e a Líbia a desistir de seus projetos? Pela discussão, pelo diálogo e por sanções", disse o presidente da França.

"Se as sanções não bastarem, desejo sanções mais duras", afirmou Sarkozy.

"No entanto, isso não exclui um diálogo com os iranianos", continuou. "O Irã é uma grande civilização", afirmou Sarkozy.

"Na minha opinião, o que é proibido é o nuclear militar, não o nuclear civil", disse o presidente da França.

Paris defende agora sanções européias contra o regime de Teerã, além das sanções da ONU, para obrigar o Irã a renunciar ao enriquecimento de urânio.

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