Mundo
24/09/2007 - 08h14

Sarkozy afirma que Irã com armas nucleares é "inaceitável"

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da Efe, em Nova York

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que o desenvolvimento de armas nucleares no Irã "é inaceitável", assim como seria o de outros países, como a Líbia e a Coréia do Norte.

Em entrevista ao jornal "The New York Times", publicada nesta segunda-feira, Sarkozy afirmou que "nesta crise internacional é preciso agir com muito sangue frio e muita firmeza, mas também com muita reflexão".

Em suas declarações, o presidente da França se mostra partidário de sanções se o Irã mantiver seu programa de enriquecimento de urânio.

"Digo isso aos dirigentes iranianos sem ambigüidade alguma. Estou disposto a explicar que, para impedir o Irã de ter armas nucleares, é preciso reforçar as sanções, mas não pronuncio a palavra guerra", explicou.

A sua preferência é de que as sanções sejam adotadas pela ONU, e decididas por uma votação. Além disso, ele comentou a possibilidade de a União Européia (UE) adotar sanções, que "não seriam uma prova de unilateralismo, e sim uma decisão internacional, multilateral".

Sarkozy não revelou se já há um debate sobre o tema entre os 27 países-membros da UE.

Mas ressaltou a necessidade de "compreender para onde leva a atitude de alguns dirigentes", sem citar o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Otan

O presidente francês também falou de suas idéias sobre a renovação da Otan, para reforçar a defesa da Europa.

"A Europa não pode ser uma potência econômica sem garantir a sua própria segurança", disse o líder francês, pedindo "a compreensão dos amigos americanos".

"Uma Europa capaz de se defender de maneira independente não é um risco para os americanos", afirmou Sarkozy.

Ele ressaltou que agora "a França está de volta" à cena política internacional e reforça os laços com os Estados Unidos. "Não só são aliados, mas também amigos. Estou orgulhoso de ser amigo dos americanos", disse.

Férias

Sarkozy passou parte de suas férias nos EUA e foi recebido pelo presidente George W. Bush e seu pai, o ex-presidente George Bush. A visita foi muito criticada em seu país.

Mas o dirigente francês observou que a amizade com os EUA "não impede a França de manter outras relações, inclusive com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez".

O presidente venezuelano informou ontem que aceitou um convite de Sarkozy para visitar a França, mas não marcou uma data.

Sarkozy deve se reunir em Nova York com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

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Comentários dos leitores
J. R. (1165) 24/11/2009 20h17
J. R. (1165) 24/11/2009 20h17
No feudo da claudia kabum só entra 'sparring' e fãs do mainardi p.l.. sem opinião
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Benedito Ubiratã Silva (5) 24/11/2009 18h16
Benedito Ubiratã Silva (5) 24/11/2009 18h16
Sei! Daqui um ano, só tem barata no planeta. sem opinião
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Alan Williamson (42) 24/11/2009 16h28
Alan Williamson (42) 24/11/2009 16h28
Sr. Gedeão Barros, é muito bom saber que existem pessoas como o senhor, que avaliam os fatos históricos e tiram suas próprias conclusões, sem apenas ficar repetindo o que a mídia sensacionalista escreve para aumentar as vendas. Excelentes comentários. Argumentação racional e objetiva. Parabéns! sem opinião
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