Sarkozy vai receber em Paris a oposição birmanesa no exílio
da France Presse, em Nova York
O presidente francês Nicolas Sarkozy declarou nesta terça-feira em Nova York que a França não aceitará uma repressão das manifestações em Mianmar, e anunciou que receberá quarta-feira em Paris a oposição birmanesa no exílio para expressar apoio.
"Receberei amanhã no Eliseu [sede da presidência francesa] uma delegação da oposição birmanesa no exílio, a quem expressarei o apoio da França. Não aceitamos que haja uma repressão pela força", disse Sarkozy durante uma entrevista coletiva à margem da Assembléia Geral da ONU.
"Acompanho com grande preocupação a situação em Mianmar, e quero lançar um apelo para que as manifestações espontâneas e pacíficas que expressam reivindicações políticas e sociais justas não sejam reprimidas pela força", acrescentou.
Sarkozy se mostrou prudente sobre o fato de saber se estava disposto a seguir seu colega americano, George W. Bush, que anunciou nesta terça-feira na ONU novas sanções contra a antiga Birmânia.
"Qualquer coisa que constituir um esforço de convicção na expressão de um apoio ao movimento democrático, qualquer tipo de sanção para ir nesta direção democrática, terá o apoio da França", frisou. "É exatamente o que estamos fazendo com o Irã", comparou.
"O importante é ter sanções eficientes, que variam segundo as situações", explicou Sarkozy.
"Além disso, é preciso que haja uma combinação entre eficiência e unidade. Sanções que não são votadas não são eficientes", prosseguiu.
Mais cedo, o primeiro-ministro do governo birmanês no exílio, Sein Win, havia informado em Paris que devia se encontrar com Sarkozy e havia pedido à França, presidente em exercício do Conselho de Segurança, que organizasse uma reunião de emergência da ONU sobre a situação em Mianmar.
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