Mundo
25/09/2007 - 18h36

Ministro italiano defende multa a clientes de prostitutas

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da Ansa, em Roma

Uma multa "não conciliável" para clientes de prostitutas, enviada para a casa do infrator, é a solução proposta pelo ministro italiano do Interior, Giuliano Amato, segundo informado em uma audiência na Comissão de Assuntos Constitucionais do Senado.

"Os prefeitos estão sensíveis ao problema da prostituição, mas é um tema em que não penso em uma disciplina com um artigo proibitivo. Penso em uma proibição com sanções administrativas aplicáveis pela segurança urbana ao exercício de tal atividade em ruas freqüentadas por menores de idade ou vizinhas a locais de cultos. E para os clientes multas não conciliáveis, enviadas para a casa do infrator", explicou Amato.

Associações como a Caritas, prosseguiu Amato, "estão perplexas com este tipo de solução, pois temem que a prostituição nas ruas se transfira para locais incontroláveis ou que acabem fechadas onde eles não possam controlar o que acontece com as mulheres envolvidas".

"Seria o caso de se chegar a uma proibição com sanções administrativas, não penais, pelo envolvimento de atividade de prostituição em ruas que possuem tais características. Isso não é bem visto por algumas associações católicas que dizem 'onde vão acabar aquelas mulheres? Poderiam acabar ainda mais nas mãos da criminalidade", concluiu o ministro.

O Ministério do Interior trabalha em um relatório sobre a prostituição que tem como objetivo chegar a uma mediação que leve em conta os pontos de vista de todas as partes envolvidas.

Uma mediação que pode estar de acordo com o que foi dito hoje pelo ministro. Será de qualquer forma o relatório que fará dentro de alguns dias a proposta final sobre o tema.

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