EUA convidam Síria para conferência de paz, mas sem "entusiasmo"
da Folha Online
Oficiais da diplomacia americana afirmaram que os EUA convidaram a Síria a participar da conferência para a paz no Oriente Médio que deve ser realizada em Washington em novembro.
No encontro, deve-se debater a possibilidade de instaurar um Estado palestino. Conversas preparatórias entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) ocorrem há alguns meses sobre o assunto.
Um diplomata americano disse que o convite à Síria objetiva tentar garantir a presença de outros países de maioria muçulmana. Trata-se de uma manobra para não "dar uma desculpa" para que países não compareçam ao encontro.
Contudo, os diplomatas sugeriram que fizeram o convite com pouco entusiasmo devido a seus desacordos com a política síria em relação ao Iraque, ao Líbano e seu apoio ao movimento radical islâmico Hamas, que tomou o controle na faixa de Gaza em junho deste ano.
Os EUA criticam a Síria por apoiar com armas e recursos o movimento radical islâmico Hizbollah no Líbano.
Para a conferência devem comparecer membros da Liga Árabe, que incluem a ANP, a Síria, o Líbano, o Qatar, a Arábia Saudita, a Jordânia e o Egito. Apenas os dois últimos possuem relações completas com Israel.
A Liga Árabe pede que Israel se retire de todos os territórios ocupados na guerra de 1967 e que aceite um Estado palestino na Cisjordânia e na faixa de Gaza tendo Jerusalém como sua capital.
Em troca, os Estados da Liga Árabe considerariam o fim do conflito e um tratado de paz com Israel.
Paz
O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse nesta sexta-feira à France Presse que um acordo de paz pode ocorrer nos seis meses posteriores à conferência de novembro.
"Logo começaremos negociações sobre um calendário que não deverá exceder os seis meses para alcançar um acordo de paz", disse Abbas em entrevista em Nova York, onde está devido à Assembléia Geral da ONU.
"Notamos que todos os países do mundo se interessam nesta reunião [a conferência de novembro] e têm grandes esperanças de que tenha êxito", afirmou Abbas.
"Esperamos que Síria e Líbano também participem da reunião", disse Abbas.
Com Associated Press e France Presse
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- "Polícia do Ramadã" obriga a cumprimento de jejum na Cisjordânia
- Multidão vai a funeral de palestinos mortos em ataque de Israel
- Israel fecha fronteira com Cisjordânia durante Sucot
Especial

