Peru pede ao Chile anistia para os peruanos ilegais no país
da Ansa, em Santiago do Chile
O governo do Peru --através de seu embaixador em Santiago, Hugo Otero-- e de organizações de imigrantes peruanos no Chile, solicitou ao Executivo chileno que aplique uma "anistia migratória" para cerca de 20 mil imigrantes ilegais.
A informação foi revelada neste sábado pelo jornal chileno "La Tercera" e confirmada à Ansa por Raúl Paiva, presidente do Comitê de Refugiados Peruanos no Chile.
"Há cinco anos brigamos por esta anistia porque ela irá permitir que o trabalhador estrangeiro se integre realmente. É mais um passo para a sua integração no país, e que pode contribuir para o desenvolvimento do Chile, sem o medo de que irão expulsá-lo [o imigrante]", afirmou Paiva.
Tanto os líderes dos imigrantes como o embaixador Otero se reuniram nas últimas semanas com autoridades chilenas e o caso está sendo avaliado por órgãos governamentais como os Ministérios do Interior, das Relações Exteriores e da Planificação.
A idéia é repetir uma medida semelhante adotada em 1998 e que beneficiou mais de 40 mil peruanos ilegais no Chile.
Segundo números oficiais, no Chile residem atualmente cerca de 258 mil imigrantes, tanto em situação regular como irregular.
Do total, cerca de 65 mil são peruanos e 20 mil deles estão ilegalmente no Chile.
Seis em cada dez peruanos moram em Santiago e desempenham, principalmente, serviços de baixa especialização em pequenos comércios e na agricultura e serviços domésticos.
Se o governo chileno repetir o beneficio concedido há nove anos, os imigrantes passarão a ter direito ao atendimento médico, mas Paiva exige que dessa vez o acordo inclua um mecanismo para que possam adquirir a residência definitiva e não apenas vistos temporários.
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