Mundo
04/10/2007 - 03h06

Corpo do fotógrafo japonês morto em Mianmar chega ao Japão

Publicidade

da Efe, em Tóquio

O corpo do fotógrafo japonês morto durante a repressão das manifestações pró democráticas em Mianmar, Kenji Nagai, chegou hoje ao Japão após sair do país via Bangcoc, segundo informou a agência de notícias "Kyodo".

Nagai, de 50 anos e repórter fotográfico da produtora de vídeo japonesa APF News, com base em Tóquio, viajou a Mianmar no dia 27 de setembro, quando foi abatido, com a idéia de ficar ali durante uma semana para cobrir os protestos contra o regime militar.

"Voltou para casa no final de uma semana depois do incidente", comentou após aterrissar no Japão o presidente da APF News, Toru Yamaji, que acompanhou o cadáver de Bancoc até sua chegada ao aeroporto de Narita em Tóquio.

O corpo foi levado até um hospital em Tóquio, onde a polícia metropolitana realizará a autópsia como parte da investigação para esclarecer as causas da morte de Nagai.

Segundo "Kyodo", Yamaji, entre lágrimas, voltou a pedir a devolução da câmara que Nagai levava no momento no qual foi baleado à queima-roupa pelas forças de segurança birmanesas que dissolviam uma manifestação perto do pagode de Sule em Yangun, antiga capital do país.

"Porque essa imagem lhe custou a vida, eu gostaria de ver o que é que ele quis mostrar pela última vez", disse Yamaji, para quem o disparo que matou Nagai foi deliberado.

A câmara não foi incluída entre os pertences do fotógrafo entregues aos japoneses pelas autoridades birmanesas, que disseram que o tiro que atingiu Nagai foi acidental.

O governo japonês disse que sancionará duramente a Junta Militar de Mianmar se for comprovado que o disparo que tirou a vida de Nagai foi proposital. O Japão estuda cortar a assistência econômica humanitária que concede a Mianmar.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca