Líderes das duas Coréias assinam acordo de paz
da Folha Online
Os líderes da Coréia do Sul e do Norte assinaram nesta quinta-feira um documento no qual se comprometem a impulsionar a paz na península, um dia depois que Pyongyang se comprometeu a tomar medidas para desmantelar seu controverso programa nuclear.
O líder norte-coreano, Kim Jong Il, e o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, assinaram o acordo após 3 dias de reuniões em Pyongyang, no segundo encontro entre os dois países.
Ambos assinaram uma declaração para o desenvolvimento das relações entre o Norte e o Sul, a Paz e a Prosperidade. Os dois países estão tecnicamente em guerra desde 1953.
| AP |
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| Líderes das duas Coréias assinam acordo de paz após 3 dias de reuniões em Pyongyang |
As duas Coréias concordaram em cooperar "para dar fim à hostilidade militar, garantir a paz e dar fim às tensões na península da Coréia", de acordo com um comunicado. Após assinarem o documento, os dois líderes se cumprimentaram e posaram para as câmeras.
O pacto prevê ainda reuniões periódicas entre os dois lados. Não foi divulgado o cronograma.
O acordo também inclui o reforço dos laços econômicos, a abertura de uma linha ferroviária que atravessa a zona desmilitarizada e a criação de uma área conjunta de pesca na fronteira.
A criação de um corredor aéreo ligando Seul ao ponto mais alto da Coréia do Norte, o monte Paektu, para visitas ao local sagrado para os norte-coreanos, também está prevista.
Os dois lados também concordaram em intensificar os encontros entre familiares separados pela fronteira.
Desde a primeira reunião entre as duas Coréias, em 2000, cerca de 18 mil pessoas separadas das famílias se encontram pessoalmente ou por meio de videoconferências.
Programa nuclear
O pacto foi selado um dia depois que as duas Coréias, os Estados Unidos e outros três países --China, Rússia e Japão-- chegaram a um acordo em torno do programa nuclear de Pyongyang.
O governo norte-coreano se comprometeu a desativar seu principal reator nuclear, o de Yongbyon, até dezembro deste ano, e extinguir seu programa nuclear até 31 de dezembro.
A China propôs o acordo na última semana e ele foi aceito por todos os países envolvidos.
Os envolvidos devem aportar ajuda financeira à Coréia do Norte como parte do acordo, mas não se especificou a quantia que seria destinada ao país.
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