Mundo
04/10/2007 - 18h15

Chefe de caso Madeleine foi afastado por "passar dos limites"

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da Efe, em Lisboa

O diretor da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, Alípio Ribeiro, disse nesta quinta-feira que decidiu afastar Gonçalo Amaral da chefia do caso Madeleine por "passar dos limites" policiais com declarações à imprensa.

"Há limites para o quê os membros da PJ podem dizer publicamente", disse Ribeiro.

Na semana que vem será nomeado o sucessor de Amaral à frente do Departamento de Investigação Criminal em Portimão, a cidade do litoral sul de Portugal onde a menina britânica desapareceu há cinco meses.

Amaral foi afastado do cargo na última terça-feira (2), depois que um jornal de Lisboa publicou declarações em que acusava a polícia britânica de favorecer os pais de Madeleine McCann nas investigações.

"Compreendo que as pessoas estão sob grande tensão e há períodos de desgaste elevado, mas isso não as exime de não se controlar e dizer coisas que não devem dizer", comentou Ribeiro.

O diretor da PJ considerou que a situação foi um problema de ética e disse que espera que estas situações não se repitam.

Ele argumentou que a Polícia portuguesa mantém colaboração' com a britânica e que em nenhum momento se deve romper a relação, que ele qualificou como de respeito e lealdade.

O ministro da Justiça de Portugal, Alberto Costa, apoiou sua decisão do diretor nacional da PJ de afastar Amaral, que acusou a polícia britânica de investigar pistas dadas pelos pais de Madeleine e não levar em conta que o casal é suspeito da morte da própria filha.

A imprensa portuguesa lembrava hoje que o afastamento de Amaral coincidiu com seu 48º aniversário, além de sua longa dedicação à PJ, onde iniciou a carreira no começo dos anos 1980 na Direção Central de Investigação contra o Tráfico de Entorpecentes (DCITE), em Lisboa.

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), Carlos Anjos, declarou que Amaral foi alvo de críticas pessoais por parte da mídia britânica, que inclusive questionou sua conduta como policial.

Madeleine desapareceu no dia 3 de maio do quarto em que dormia junto com dois irmãos gêmeos de 2 anos e enquanto seus pais jantavam em um restaurante.

Os McCann são oficialmente suspeitos da possível morte acidental e ocultação do cadáver da menina, mas não foram formalmente acusados, segundo declarações oficiais da polícia portuguesa.

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Comentários dos leitores
Zelão Silva (17) 06/08/2009 17h10
Zelão Silva (17) 06/08/2009 17h10
A culpa é dos pais...não deveriam ter deixado 3 crianças sozinhas no hotel...eles deveriam ser julgados por maus tratos... sem opinião
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Carla Patricia (1) 19/04/2009 08h59
Carla Patricia (1) 19/04/2009 08h59
BOm .. li vários comentários.. me parece que as pesoas .. algumas pessoas estão mais preocupados em querer justificar suas mensagens, me parece que estão querendo provar algo sem consistencia.. enfiam estão dando tiros pra todo lado ... se gostam de investigação e de ler sobre o assunto.. então que façam .. junte todas as provas trabalhem em equipe.. não percam tempo em querer provar algo inconsistente....... Gente junto os comentários leiam pequenas reportagens.. monte o quebra cabeça.. asim vcs ajudaram caso contrario são apenas palavras lançada ao vento..........
Mesmo assim agradeço o espaço...ahhh e só dão tanto enfase nesta historia porque é uma menina do 1º mundo e rica....... porque temos aki no Brasil crianças sendo espancadas e que somem e nem ao menos citam o nome delas.......então gente é muito louvavel o que fazem o que dizem ... mas querem dar um culpado para a garotinha da ingleterra ..... mas antes disso pense nas nossas crianças.. "QUEREM SALVAR O MUNDO, PRIMEIRAMENTE ARRUMEM VOSSOS QUARTOS"
10 opiniões
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tais jordao (1) 19/01/2009 16h28
tais jordao (1) 19/01/2009 16h28
O que eu nao entendo sobre esse caso é se a menina foi sequestrada , porque nao sequestraram os meninos tambem , levaram somente ela . Ja que estavam todos sozinhos o natural é que fossem levados todos. 7 opiniões
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