Chefe de caso Madeleine foi afastado por "passar dos limites"
da Efe, em Lisboa
O diretor da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, Alípio Ribeiro, disse nesta quinta-feira que decidiu afastar Gonçalo Amaral da chefia do caso Madeleine por "passar dos limites" policiais com declarações à imprensa.
"Há limites para o quê os membros da PJ podem dizer publicamente", disse Ribeiro.
Na semana que vem será nomeado o sucessor de Amaral à frente do Departamento de Investigação Criminal em Portimão, a cidade do litoral sul de Portugal onde a menina britânica desapareceu há cinco meses.
Amaral foi afastado do cargo na última terça-feira (2), depois que um jornal de Lisboa publicou declarações em que acusava a polícia britânica de favorecer os pais de Madeleine McCann nas investigações.
"Compreendo que as pessoas estão sob grande tensão e há períodos de desgaste elevado, mas isso não as exime de não se controlar e dizer coisas que não devem dizer", comentou Ribeiro.
O diretor da PJ considerou que a situação foi um problema de ética e disse que espera que estas situações não se repitam.
Ele argumentou que a Polícia portuguesa mantém colaboração' com a britânica e que em nenhum momento se deve romper a relação, que ele qualificou como de respeito e lealdade.
O ministro da Justiça de Portugal, Alberto Costa, apoiou sua decisão do diretor nacional da PJ de afastar Amaral, que acusou a polícia britânica de investigar pistas dadas pelos pais de Madeleine e não levar em conta que o casal é suspeito da morte da própria filha.
A imprensa portuguesa lembrava hoje que o afastamento de Amaral coincidiu com seu 48º aniversário, além de sua longa dedicação à PJ, onde iniciou a carreira no começo dos anos 1980 na Direção Central de Investigação contra o Tráfico de Entorpecentes (DCITE), em Lisboa.
O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), Carlos Anjos, declarou que Amaral foi alvo de críticas pessoais por parte da mídia britânica, que inclusive questionou sua conduta como policial.
Madeleine desapareceu no dia 3 de maio do quarto em que dormia junto com dois irmãos gêmeos de 2 anos e enquanto seus pais jantavam em um restaurante.
Os McCann são oficialmente suspeitos da possível morte acidental e ocultação do cadáver da menina, mas não foram formalmente acusados, segundo declarações oficiais da polícia portuguesa.
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Especial


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Tanto a polícia como este ex-policial saíram em busca da fama fácil.
E a saída fácil era ondenar os pais da menina já que a opinião pública estava contra eles porque OS MONSTROS DEIXARAM OS FILHOS SOZINHOS.
E pelo que foi escrito neste sítio isto já foi motivo suficiente para que os pais da menina fossem julgados e condenados pela opinião pública.
Muito motivo de vergonha para as autoridades portuguesas estas atitudes.
E os pais estão certíssimos em processar este abutre que insiste em ganhar dinheiro com a desgraça alheia.
Acusar sem provas é um imenso ato de leviandade e quem o impetro deve arcar com as suas consequencias.
Em tempo, sei que várias pessoas sairão em defesa deste senhor e me criticarão, mas isto só acontecerá porque na mentalidade de muitos os pais são culpados pelo acontecido.
Claro está que esta culpa foi induzida por dois fatos:
1 - O fato de deixarem as crianças sozinhas - Garanto que é mais comum do que se fala e muitas pessoas que aqui os criticaram já fizeram também, mesmo que por curto período de tempo;
2 - A postura da polícia portuguesa que foi pelo caminho mais fácil da fama rápida, mesmo que de forma inconsequente.
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Um criança tão linda... com uma vida interrompida tão injustamente... Cedo ou tarde... a verdade aparecerá... É só uma questão de tempo...
Deixo aqui meus sentimentos... e que toda verdade ainda seja esclarecida...
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