Presidente do Paquistão anistia ex-primeira-ministra
da Folha Online
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf chegou a um acordo com a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e seu influente movimento, o Partido do Povo Paquistanês (PPP).
Um membro do partido de Bhutto confirmou o recebimento de uma cópia do acordo de reconciliação assinado pelo presidente.
Segundo o ministro das Ferrovias, Sheikh Rashid, o decreto representa o "começo de uma nova era". O texto prevê anistia a várias personalidades políticas acusadas de crimes e delitos entre 1988 e 1999, entre elas Bhutto, acusada de corrupção.
O acordo abre o caminho para a divisão do poder com Bhutto.
Segundo o pacto, Bhutto voltará a ser primeira-ministra graças a uma aliança de seu partido com o do general Musharraf nas legislativas. Ela anunciou que retornará ao Paquistão do exílio em 18 de outubro.
O partido de Bhutto havia indicado um candidato para a eleição presidencial, mas depois do acordo com Musharraf não está claro se ele irá ou não concorrer.
Hassan Ahmed Bukhari, porta-voz do partido em Londres, disse que a medida contribuirá para "a melhoria do ambiente político no país".
Acordo
O acordo é importante para Musharraf, pois não há garantias de que seu partido obtenha maioria nas eleições legislativas de 2008.
As legislativas, por voto universal direto, são mais decisivas, para o futuro político do Paquistão, que a eleição presidencial de amanhã.
Elas serão observadas de perto pelos países ocidentais, sobretudo os Estados Unidos, que têm no regime do general Musharraf um aliado chave em sua "guerra contra o terrorismo".
Washington apóia a aliança entre Musharraf e Bhutto, pois a ex-primeira ministra se declarou favorável a intervenções militares americanas nas regiões tribais paquistanesas.
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