Mundo
08/10/2007 - 13h42

Júri visita local do acidente que matou a princesa Diana

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da Folha Online
da Ansa

O júri da Suprema Corte de Londres, que investiga a morte da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al Fayed, visita nesta segunda-feira a ponte d'Alma, em Paris. Diana e Dodi morreram no local, em um acidente em 31 de agosto de 1997.

As seis mulheres e cinco homens do júri irão observar o local exato onde o Mercedes Benz que levava Diana e Dodi se chocou com uma coluna do túnel.

O juiz de instrução criminal do caso, lorde Scott Baker, vai acompanhar a visita.

Nesta terça-feira, os jurados visitarão o Hotel Ritz, onde Diana e Dodi jantaram pouco antes do acidente.

AP
Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris
Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris

O grupo irá também ao hospital que atendeu a princesa logo após a colisão do Mercedes, e onde morreu devido a uma hemorragia interna. O julgamento na Suprema Corte sobre a morte de Diana e Dodi começou na terça-feira passada (2) em Londres e despertou grande interesse do público e da imprensa.

Por questões de segurança, Baker pediu para que a mídia não publique imagens que possam identificar os membros do júri.

O processo judicial, que pode se estender por até seis meses e que conta com um grande aparato de operação de proteção policial, pode custar até US$ 20 milhões aos cofres britânicos.

Imagens

Fotos inéditas do acidente que matou Diana em 31 de agosto de 1997 foram divulgadas pelo tribunal britânico que analisa o caso nesta terça-feira.

As imagens mostram a princesa dentro da Mercedes, minutos antes da colisão na ponte D' Alma, em Paris.

Em uma das fotos mostradas no julgamento, Diana aparece no banco traseiro do veículo e olha para trás, aparentemente para ver se o motorista havia despistado os paparazzi.

Na mesma fotografia, o guarda-costas da princesa, Trevor Rees-Jones, --o único sobrevivente do acidente-- levanta a mão direita para se proteger dos flashes das câmeras.

Os 11 membros do júri também viram imagens de Henri Paul, o motorista que dirigia a Mercedes do casal, no bar do Hotel Ritz, horas antes do acidente.

O tribunal também exibiu fotografias novas da Mercedes após o acidente.

Processo rápido

Os príncipes William e Harry, filhos de Diana, disseram há alguns meses que esperam que a investigação judicial "seja rápida".

Jerome Delay/AP
O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente
O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente

Duas investigações, uma da polícia francesa e outra da inglesa, concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente com o veículo em alta velocidade dirigido pelo chofer Henri Paul, que estaria alcoolizado.

No entanto, esta versão não satisfez Mohamed al Fayed, pai de Dodi, e levantou um pequeno número de teorias da conspiração.

Fayed, o pai de Dodi, é proprietário da loja de departamentos Harrods e também do Ritz de Paris. Ele acredita que seu filho e Diana tenham sido vítimas de uma conspiração para impedir seu casamento.

"A família real deve ter água gelada em suas veias", disse Fayed à Reuters em uma entrevista recente.

Gravidez

Na semana passada, Scott Baker afirmou que "nunca se saberá" se a princesa estava grávida no momento do acidente, como o pai de Dodi em apoio à sua teoria de conspiração.

No entanto, segundo o juiz, nunca foi feito um teste de gravidez em Diana porque o hospital para onde ela foi levada após o acidente "não viu essa necessidade".

"É provável que a suposta gravidez não poderá ser comprovada nunca", disse o magistrado.

O julgamento deve durar de 4 a 6 meses, e terá um custo estimado em US$ 20 milhões.

Testemunha-chave

Paul Burrell, ex-mordomo da princesa Diana, será uma testemunha-chave do julgamento sobre a circunstâncias da morte da princesa e de seu namorado, o egípcio Dodi Al Fayed, segundo informou o tablóide inglês "The Daily Mail".

O ex-mordomo foi procurado por detetives para reexaminar as declarações feitas ao ex-Alto Comissário da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), John Stevens, durante as investigações da morte de Diana. Entre outras declarações, Burrell disse que a rainha Elizabeth 2º teria advertido sobre a presença de "forças obscuras" no Reino Unido.

Burrell também mencionou uma carta que teria sido entregue a ele pela princesa, na qual esta escreveu que seu ex-marido, o príncipe Charles, planejava assassiná-la em um acidente automobilístico para poder casar-se com Camilla Parker Bowles.

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Comentários dos leitores
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
Ki duvida ...
Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
sem opinião
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André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
Se infelizmente houve uma conspiração para morte da princesa, provavelmente nunca aparecerão provas. Isso só deixa algumas pessoas com a "imaginação" mais alimentada sobre quantas manobras eventualmente um governo, seja qual for ele, pode fazer para defender seus interesses. sem opinião
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Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
OLINDA / PE
Sinceramente, gostaria de perguntar à Folha, e se possível ter uma resposta.
Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
37 opiniões
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