Júri visita local do acidente que matou a princesa Diana
da Folha Online
da Ansa
O júri da Suprema Corte de Londres, que investiga a morte da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al Fayed, visita nesta segunda-feira a ponte d'Alma, em Paris. Diana e Dodi morreram no local, em um acidente em 31 de agosto de 1997.
As seis mulheres e cinco homens do júri irão observar o local exato onde o Mercedes Benz que levava Diana e Dodi se chocou com uma coluna do túnel.
O juiz de instrução criminal do caso, lorde Scott Baker, vai acompanhar a visita.
Nesta terça-feira, os jurados visitarão o Hotel Ritz, onde Diana e Dodi jantaram pouco antes do acidente.
| AP |
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| Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris |
O grupo irá também ao hospital que atendeu a princesa logo após a colisão do Mercedes, e onde morreu devido a uma hemorragia interna. O julgamento na Suprema Corte sobre a morte de Diana e Dodi começou na terça-feira passada (2) em Londres e despertou grande interesse do público e da imprensa.
Por questões de segurança, Baker pediu para que a mídia não publique imagens que possam identificar os membros do júri.
O processo judicial, que pode se estender por até seis meses e que conta com um grande aparato de operação de proteção policial, pode custar até US$ 20 milhões aos cofres britânicos.
Imagens
Fotos inéditas do acidente que matou Diana em 31 de agosto de 1997 foram divulgadas pelo tribunal britânico que analisa o caso nesta terça-feira.
As imagens mostram a princesa dentro da Mercedes, minutos antes da colisão na ponte D' Alma, em Paris.
Em uma das fotos mostradas no julgamento, Diana aparece no banco traseiro do veículo e olha para trás, aparentemente para ver se o motorista havia despistado os paparazzi.
Na mesma fotografia, o guarda-costas da princesa, Trevor Rees-Jones, --o único sobrevivente do acidente-- levanta a mão direita para se proteger dos flashes das câmeras.
Os 11 membros do júri também viram imagens de Henri Paul, o motorista que dirigia a Mercedes do casal, no bar do Hotel Ritz, horas antes do acidente.
O tribunal também exibiu fotografias novas da Mercedes após o acidente.
Processo rápido
Os príncipes William e Harry, filhos de Diana, disseram há alguns meses que esperam que a investigação judicial "seja rápida".
| Jerome Delay/AP |
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| O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente |
Duas investigações, uma da polícia francesa e outra da inglesa, concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente com o veículo em alta velocidade dirigido pelo chofer Henri Paul, que estaria alcoolizado.
No entanto, esta versão não satisfez Mohamed al Fayed, pai de Dodi, e levantou um pequeno número de teorias da conspiração.
Fayed, o pai de Dodi, é proprietário da loja de departamentos Harrods e também do Ritz de Paris. Ele acredita que seu filho e Diana tenham sido vítimas de uma conspiração para impedir seu casamento.
"A família real deve ter água gelada em suas veias", disse Fayed à Reuters em uma entrevista recente.
Gravidez
Na semana passada, Scott Baker afirmou que "nunca se saberá" se a princesa estava grávida no momento do acidente, como o pai de Dodi em apoio à sua teoria de conspiração.
No entanto, segundo o juiz, nunca foi feito um teste de gravidez em Diana porque o hospital para onde ela foi levada após o acidente "não viu essa necessidade".
"É provável que a suposta gravidez não poderá ser comprovada nunca", disse o magistrado.
O julgamento deve durar de 4 a 6 meses, e terá um custo estimado em US$ 20 milhões.
Testemunha-chave
Paul Burrell, ex-mordomo da princesa Diana, será uma testemunha-chave do julgamento sobre a circunstâncias da morte da princesa e de seu namorado, o egípcio Dodi Al Fayed, segundo informou o tablóide inglês "The Daily Mail".
O ex-mordomo foi procurado por detetives para reexaminar as declarações feitas ao ex-Alto Comissário da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), John Stevens, durante as investigações da morte de Diana. Entre outras declarações, Burrell disse que a rainha Elizabeth 2º teria advertido sobre a presença de "forças obscuras" no Reino Unido.
Burrell também mencionou uma carta que teria sido entregue a ele pela princesa, na qual esta escreveu que seu ex-marido, o príncipe Charles, planejava assassiná-la em um acidente automobilístico para poder casar-se com Camilla Parker Bowles.
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Especial




Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
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Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
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