Mundo
08/10/2007 - 17h57

Filho de Che Guevara homenageia pai em uma Harley-Davidson

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da Folha Online
da France Presse, em Santa Clara (Cuba)

Ernesto, o filho mais novo de Che Guevara, passou diante do túmulo de seu pai, no memorial da cidade de Santa Clara, em Cuba, montado em uma Harley-Davidson. O ato foi, segundo afirmou, uma singular homenagem que ele e seus colegas motociclistas cubanos prestaram ao guerrilheiro nesta segunda-feira. Amanhã completam-se 40 anos da morte de Ernesto Che Guevara.

Escoltado por 37 motoqueiros, Ernesto guardou um minuto de silêncio à saída do monumento, para depois prestar um ensurdecedor tributo: acelerou à toda velocidade sua moto vinho modelo 45, de 1937.

Em uma aparente contradição, os motoqueiros, vestidos de negro e usando correntes, homenagearam o guerrilheiro justamente com a Harley-Davidson, um dos símbolos dos Estados Unidos, país que Che sempre combateu e que esteve por trás de seu assassinato, em 1967.

Os militares bolivianos capturaram --e assassinaram-- o guerrilheiro com a ajuda da CIA (agência de inteligência norte-americana).

"Estou aqui como um 'harlista' a mais", disse Ernesto, que vestia uma camiseta e jeans azuis e era apenas um bebê quando o pai partiu para a Bolívia, em novembro de 1965.

Depois da malsucedida passagem pelo Congo, na África, Che partiu para a Bolívia para encabeçar um movimento guerrilheiro que fracassou 11 meses depois.

O vice-presidente do Clube da Harley-Davidson de Cuba, Onelio Acosta, disse que Che Guevara foi um grande amante das motocicletas e fez referência à viagem que o guerrilheiro fez com o amigo Alberto Granado. Ambos, em 1952, passaram por vários países da América do Sul em motocicletas.

Homenagens

O ditador cubano Fidel Castro, em artigo publicado no "Granma", jornal oficial do país, agradeceu Che por tudo o que fez e disse que ele foi uma "flor arrancada prematuramente do caule".

Um dos principais nomes da Revolução Cubana, ao lado de Fidel e Camilo Cienfuegos, Che deixou o país, em 1965, com o objetivo de propagar os idéias revolucionários em outras partes do mundo.

Esteve no Congo, na África, e logo depois na Bolívia, e foi capturado no dia 9 de outubro de 1967. No dia seguinte, na pequena aldeia de La Higuera, foi morto com oito tiros.

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