Mundo
08/10/2007 - 22h45

Argentino dado como morto nas Malvinas pode estar em PE

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da Folha Online

O paradeiro do argentino Efrain Renato Salcedo --que foi dado como morto pela família em 1982 na Guerra das Malvinas-- ainda é um mistério, mas ele pode estar no Estado de Pernambuco, segundo informações do Tribunal de Justiça de Sergipe.

A irmã do argentino, Analía Salcedo, que vive em Córdoba, na Argentina, disse à France Presse que colocou os dados de Efraim Renato em um site de busca na internet há alguns dias, apesar de dizer acreditar que o irmão estava morto há 26 anos, e encontrou uma pessoa de nome semelhante, que, segundo constava no site, cumpria sentença em uma prisão no estado brasileiro de Sergipe.

Divulgação
Efrain Salcedo em foto divulgada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe; ele pode estar em PE
Efrain Salcedo em foto divulgada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe; ele pode estar em PE

A informação era verdadeira, mas no dia 26 de abril de 2007, o argentino recebeu liberdade condicional e saiu do Presídio Regional Juiz Manoel Barbosa de Souza. A última vez que se teve notícias de Salcedo foi no dia 13 de julho deste ano, quando ele se apresentou pela última vez à Justiça.

Como ele não compareceu à apresentação mensal, em agosto, as assistentes sociais do Poder Judiciário de Sergipe foram ao endereço fornecido por Efrain. O endereço dado por ele era da irmã de um colega do presídio de Tobias Barreto.

Lá foram informadas pela irmã do outro detento que ele nunca residiu naquele local, no Jardim Centenário, em Aracaju, e que tinha usado documentos da moradora para habilitar uma linha de telefone celular, que depois foi cancelada por falta de pagamento.

A última informação recebida pelo Serviço Social da Justiça era de que Efrain estaria em Pernambuco.

A família, nem o tribunal, souberam informar como o argentino chegou ao Brasil e como terminou sua participação na Guerra das Malvinas.

Na sentença de Salcedo consta que ele foi condenado, inicialmente, na 3ª Vara Criminal de Jundiaí, em São Paulo, a uma pena de 5 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado por roubo qualificado e porte de arma. Depois, ele foi condenado pela 4ª Vara Criminal de Aracaju, em Sergipe, a 6 anos e 8 meses, também em regime fechado e pelo mesmo crime.

Com France Presse

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