Chefe do Estado-maior dos EUA diz que Exército perdeu o equilíbrio
da Efe, em Washington
O Exército americano "perdeu o equilíbrio", segundo seu chefe de Estado-Maior, general George Casey, em afirmação desta quarta-feira.
"Estamos consumindo nossa capacidade operacional logo que a produzimos", afirmou Casey, na convenção da Associação do Exército dos EUA.
"Seis anos de guerra tiveram um custo para os soldados do Exército, suas famílias e seus equipamentos" explicou Casey.
Em discurso pronunciado também nesta quarta-feira, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, concordou em parte com Casey, mas ressaltou que o Exército "não está acabado".
"O Exército se encontra estressado e, como disse Casey, perdeu o equilíbrio, mas não está acabado", afirmou.
Iraque
Gates também falou sobre a situação das tropas americanas no Iraque.
"A redução do tamanho de nosso compromisso lá é inevitável, embora as tropas americanas devam continuar exercendo um papel importante nos próximos anos", afirmou.
O Exército conta atualmente com 519 mil soldados, e manteve um contingente de entre 150 mil e 180 mil militares no Afeganistão e no Iraque desde que os EUA invadiram estes países.
"O Exército perdeu o equilíbrio, e as demandas atuais excedem o que o Exército pode sustentar", acrescentou Casey, que assumiu o cargo há seis meses.
"Para enfrentar o terrorismo global e a ideologia extremista que continuam sendo uma ameaça aos ideais dos EUA, o Exército deve ser uma força versátil, ágil e capaz de lidar com uma era de conflito persistente", afirmou.
Recrutamento
Casey disse que o Exército deve "manter seu contingente mediante o recrutamento (de novos voluntários) e a retenção de soldados ao término de seus contratos".
O Departamento de Defesa afirmou nesta quarta-feira que o Pentágono terá recrutado até o fim do ano 80.407 soldados para o Exército; 37.361 para a Marinha; 35.603 fuzileiros navais e 27.801 para as Forças Aéreas.
A meta de recrutamento do Departamento de Defesa era de 80 mil soldados para o Exército; 37 mil para a Marinha; 35.576 fuzileiros navais e 27.801 para as Forças Aéreas, segundo os dados oficiais divulgados pelo Pentágono.
O serviço militar não é obrigatório nos Estados Unidos.
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