Mundo
11/10/2007 - 08h32

China critica condecoração do Congresso dos EUA ao dalai-lama

da Folha Online

A China afirmou nesta quinta-feira ser totalmente contrária à entrega de uma medalha no Congresso dos Estados Unidos ao dalai-lama, o líder tibetano no exílio, em uma cerimônia na próxima quarta-feira (17) que terá a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Desde 1959, o líder tibetano mora na Índia, quando fugiu da do Tibete --hoje uma região autônoma da República Popular da China.

As forças comunistas da China ocuparam militarmente o Tibete em 1950 e desde então o controlam. O dalai-lama é muito popular entre os tibetanos, apesar de denúncias de que manifestações de apoio ao líder são reprimidas.

A China defende que o Tibete foi parte do território chinês por séculos, mas muitos tibetanos disseram que a região foi independente a maior parte do tempo.

O dalai-lama afirma que deseja autonomia real para a região do Tibete, mas a China alega que ele deseja separar a região do país.

"A China se opõe resolutamente à entrega pelo Congresso americano de uma medalha de ouro", afirmou Liu Jianchao, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

O porta-voz disse ainda que seu país condena a utilização do dalai-lama para interferências nos assuntos internos da China.

Jianchao disse que a China se queixou oficialmente aos Estados Unidos, mas sem fazer referência à presença do presidente Bush na cerimônia.

Esta será a primeira vez que Bush, que já recebeu o Dalai Lama em seus aposentos privados na Casa Branca e não em seu gabinete --pelo suposto receio de irritar a China--, aparecerá ao lado do líder tibetano em um evento público.

A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, entregará ao dalai-lama a mais alta distinção civil do Congresso americano.

Em seu anúncio, o Congresso informou que a homenagem ao dalai-lama era um reconhecimento dos EUA a uma figura de autoridade religiosa e moral.

A Casa aprovou no dia 13 de setembro oferecer a condecoração ao líder religioso, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1989.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, encontrou o dalai-lama no mês passado e também recebeu críticas da China.

Com France Presse e Reuters

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