Reino Unido alerta para problemas psicológicos de veteranos do Iraque
da Folha Online
A retirada de centenas de soldados britânicos do Iraque deixa em alerta médicos e enfermeiras, que estão preocupados não apenas com as feridas físicas, mas também com os traumas psicológicos desses veteranos.
As tropas do Reino Unido tomaram parte de batalhas durante seis anos no Afeganistão e quatro anos no Iraque.
Na semana passada, o governo tomou medidas para cuidar de ambos os aspectos do problema, em meio a críticas das famílias de que os soldados que retornaram não receberam assistência adequada após lutarem em guerras impopulares.
O governo vai aumentar para US$ 570 mil (pouco mais de R$ 1 milhão) a soma total reservada para indenizações de soldados severamente feridos em ataques na frente de batalha.
Outra medida crucial foi aumentar em 45% as verbas para o fundo de combate ao estresse, instituição criada após a Primeira Guerra Mundial (1914-18) para ajudar soldados que sofriam de problemas mentais severos induzidos pela guerra, hoje conhecidos como síndrome de estresse pós-traumático.
A decisão de elevar os repasses para o fundo ocorreu após a descoberta de evidências de que mais soldados retornaram do Iraque e do Afeganistão com danos psicológicos na comparação dos militares que participaram dos conflitos anteriores.
A razão pode estar na intensidade e imprevisibilidade das batalhas atuais. "Na Segunda Guerra Mundial [1939-45], um soldado geralmente sabia, enquanto lutava, o que ia acontecer nos próximos dias seguintes e estava preparado para isso. No Iraque, é tudo muito inesperado. Nada pode acontecer por dias ou semanas e em uma patrulha comum, uma bomba explode. Essa imprevisibilidade pode ser muito perturbadora", afirma Nigel Hunt, pesquisador de saúde mental na Universidade de Nottingham e um especialista em estresse pós-traumático.
Representantes do fundo de combate ao estresse relatam casos de soldados de 21 anos que buscam ajuda apenas 11 meses após se retirarem dos conflitos. Antes do Iraque e do Afeganistão, militares reclamavam de problemas psicológicos às vezes 13 anos depois.
"Isto é apenas a ponta do iceberg. O futuro vai ser interessante. Em cinco anos, quem pode dizer quantos soldados que retornaram do Iraque e do Afeganistão vão precisar de apoio?", questiona Robert Marsh, um porta-voz do fundo.
O Ministério da Defesa afirma que somente um pequeno número de soldados vindos dessas duas frentes de batalha apresentaram a síndrome do estresse pós-traumático --oficialmente, três em cada 1.000. Especialistas, no entanto, dizem que a estatística contempla apenas os veteranos que permaneceram nas forças armadas, que dispõem de apoio institucional. Os sintomas do "estresse" pode aparecer quando esses soldados se desligam da força.
Com agência Reuters
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Especial


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Em meu comentário sobre os soldados ingleses, cometi tres erros. Escrevi "iraqueanos". A palavra correta é "iraquianos", com "i" e não com "e". Errei também quando escrevi; "o presidente Bush preferiu ouvir seu vice". Saiu "o presidente Bush preferiu ouvir se vice" ao invés de "seu". Serei mais atento em futuros comentários. Obrigado. E desculpem-me.
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