Mundo
15/10/2007 - 16h37

Carro de Diana pode ter se chocado contra outro veículo em Paris

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da Folha Online

Quatro testemunhas disseram nesta segunda-feira que o carro no qual estava a princesa Diana trafegava em alta velocidade e duas testemunhas disseram ter ouvido dois ruídos de choques.

O segundo barulho teria sido muito mais forte do que o primeiro, segundo as testemunhas.

A investigação apura as circunstâncias da morte de Diana e Dodi al Fayed, seu namorado, em um acidente em um túnel sob a ponte d'Alma em 31 de agosto de 1997 em Paris. O motorista do veículo, Henri Paul, também morreu.

AP
Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris
Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris

David Le Ny e sua então namorada Marie-Agnes --agora sua mulher-- e os pais dela, Jean-Claude e Annick Catheline, disseram que estavam andando em uma área verde próxima ao túnel quando notaram o carro no qual estava Diana se aproximar em alta velocidade. Eles realizaram seu depoimento via uma videoconferência.

Os pais de Marie-Agnes Le Ny e ela se lembram de ter visto dois carros escuros quase que emparelhados. No entanto, David Le Ny, que havia dito há dez anos ter visto dois carros, afirmou estar certo de que viu apenas um veículo.

David Le Ny disse que o som dos motores captou em um primeiro momento sua atenção, então ele disse se lembrar de ter comentado: "Eles são malucos ou algo assim".

No depoimento de 1997 para a polícia francesa, ele teria dito "que idiota" sobre o motorista para a polícia francesa.

A polícia britânica informou que o carro viajava a cerca de 100 km/h quando se chocou contra um pilar da ponte.

Marie-Agnes Le Ny disse que o carro estava em alta velocidade, mas não mais do que as pessoas normalmente dirigem.

O pai dela disse que o carro estava mais rápido que os outros, apesar de não lembrar sobre o comentário do então namorado da filha sobre a velocidade do carro. Ele afirmou ter recordado Le Ny dizer: "Os motoristas parisienses são loucos".

O casal Catheline ainda afirmou que viram um homem correr em direção ao túnel quase imediatamente após a colisão.

O juiz Scott Baker, que preside o procedimento de investigação, disse aos jurados no início da investigação que o carro do casal deve ter colidido com um Fiat Uno branco antes de atingir a coluna. Este carro nunca foi encontrado.

Nenhum dos quatro lembra de ter visto luzes, o que o pai de Fayed, Mohamed al Fayed, diz que cegaram o motorista como parte de um complô orquestrado pelo príncipe Philip, o marido da rainha Elizabeth 2ª.

Investigação

Jerome Delay/AP
O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente
O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente

A investigação sobre a morte de Diana começou no último dia 2 e seu objetivo é determinar definitivamente como ela morreu.

As sucessivas investigações sobre o caso feitas pela polícia francesa e pela Scotland Yard concluíram que o acidente aconteceu porque Henri Paul dirigia alcoolizado.

No entanto, Mohamed al Fayed não aceitou as explicações, e está convencido de que o casal foi vítima de um complô dos serviços secretos britânicos para impedir que a princesa pudesse se casar com seu filho por ser muçulmano.

Durante o procedimento, fotos inéditas do acidente que matou Diana em 31 de agosto de 1997 foram divulgadas pelo tribunal britânico.

As imagens mostravam a princesa dentro da Mercedes, minutos antes da colisão na ponte D' Alma, em Paris.

Em uma das fotos mostradas no julgamento, Diana aparece no banco traseiro do veículo e olha para trás, aparentemente para ver se o motorista havia despistado os paparazzi.

Na mesma fotografia, o guarda-costas da princesa, Trevor Rees-Jones, --o único sobrevivente do acidente-- levanta a mão direita para se proteger dos flashes das câmeras.

Os 11 membros do júri também viram imagens de Henri Paul, o motorista que dirigia a Mercedes do casal, no bar do Hotel Ritz, horas antes do acidente.

O tribunal também exibiu fotografias novas da Mercedes após o acidente.

Gravidez

Scott Baker afirmou que nunca se saberá se a princesa estava grávida no momento do acidente, como o pai de Dodi alega em apoio à sua teoria de conspiração.

No entanto, segundo o juiz, nunca foi feito um teste de gravidez em Diana porque o hospital para onde ela foi levada após o acidente não constatou tal necessidade.

"É provável que a suposta gravidez não poderá ser comprovada nunca", disse o magistrado.

O julgamento deve durar de 4 a 6 meses, e terá um custo estimado em US$ 20 milhões (R$ 36,2 milhões).

Com Associated Press e Efe

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Comentários dos leitores
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
Ki duvida ...
Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
sem opinião
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André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
Se infelizmente houve uma conspiração para morte da princesa, provavelmente nunca aparecerão provas. Isso só deixa algumas pessoas com a "imaginação" mais alimentada sobre quantas manobras eventualmente um governo, seja qual for ele, pode fazer para defender seus interesses. sem opinião
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Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
OLINDA / PE
Sinceramente, gostaria de perguntar à Folha, e se possível ter uma resposta.
Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
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