ONU renova missão de paz no Haiti por mais um ano
da Folha Online
O Conselho de Segurança da ONU renovou por mais um ano o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), a fim de consolidar as conquistas alcançados nos últimos meses no país.
O Brasil continuará a comandar os capacetes azuis da missão de paz no Haiti.
Os 15 membros do principal órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) adotaram a renovação do mandato por unanimidade nesta segunda-feira, através de uma resolução que destaca "os recentes passos para conseguir a democracia e a estabilidade no Haiti".
A pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a resolução autoriza aumentar o número de efetivos policiais para 2.091 agentes, e reduz levemente o componente militar da missão para 7.060.
Até agora, o mandato da Minustah autorizava que tivesse o máximo de 7.200 soldados e 1.951 policiais, mas, na realidade, o contingente atualmente mobilizado possui 7.054 militares e 1.771 policiais.
O Conselho de Segurança reconheceu a "significativa melhora na situação de segurança", e comemorou os avanços do processo político haitiano, particularmente as eleições municipais de abril.
Segurança frágil
No entanto, advertiu que a segurança continua sendo frágil e que o uso de seu território por redes internacionais de tráfico de drogas e armas segue afetando sua estabilidade.
Nesse sentido, a resolução pede que a Minustah reforce, junto com a Polícia nacional do Haiti, as fronteiras marítimas e terrestres.
O documento também ressalta a necessidade de continuar o plano de reforma e treinamento do corpo policial haitiano, para que assumam progressivamente uma maior responsabilidade na vigilância de seu território nacional.
O Brasil, que coordena o corpo de paz de "capacetes azuis", já havia indicado na sexta-feira passada sua disposição em continuar o trabalho na nação caribenha.
Durante sua visita em agosto passado ao Haiti, o secretário-geral da ONU elogiou os esforços do pessoal das Nações Unidas e ressaltou que a situação nesse país melhorou.
Ban destacou naquela ocasião que o avanço da situação no Haiti era "apreciável" e considerou que, depois das últimas eleições presidenciais e legislativas, o país estava em uma situação de estabilidade.
A ONU está no Haiti desde 2004, quando o Conselho de Segurança enviou uma força multilateral para restabelecer a ordem, após a revolta que levou à saída da Presidência e do país de Jean Bertrand Aristide.
Com Efe e France Presse
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