Testemunha de acidente diz que não viu corpo de Diana
da Efe, em Londres
da Folha Online
Uma das primeiras testemunhas do acidente que matou Diana, há dez anos, disse nesta terça-feira que não conseguiu ver a princesa, pois ela estava presa sob o corpo de Dodi al Fayed, e que tentou tranqüilizar o guarda-costas, que estava em pânico.
James Huth depôs hoje ao júri responsável pela investigação judicial sobre a morte de Diana, que morreu quando o carro onde estava colidiu em Paris, em 31 de agosto de 1997.
A testemunha foi uma das primeiras pessoas a chegar ao túnel da ponte d'Alma, onde o carro onde Lady Di viajava ao lado do o namorado, Dodi al Fayed, bateu contra um pilar, e no qual ambos morreram junto com o motorista do veículo, Henri Paul.
| AP |
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| Equipes analisam Mercedes destruída após acidente que matou Diana em Paris |
Em declaração por videoconferência em Paris, Huth disse que, após a colisão, ligou para os serviços de emergência para comunicar sobre o ocorrido, e disse que informou que no carro havia apenas três pessoas, entre elas um sobrevivente --o guarda-costas Trevor Rees-Jones.
Huth disse que tentou tranqüilizar Rees-Jones, já que este estava "em estado de pânico".
A testemunha disse que escutou, no apartamento de seus pais, situado perto do rio Sena, o barulho de pneus e correu para prestar socorro em questão de minutos. "Quando me aproximei do carro, havia fumaça e se ouvia o som da buzina. Vi que os airbags tinham aberto. Infelizmente, o motorista estava com a cabeça dentro e não se movimentava", disse.
"Supostamente, ele estava morto, e este outro homem [o guarda-costas] estava em estado de pânico a sua direita, com a mandíbula desencaixada", disse. Huth acrescentou que, em seguida, ao olhar para a parte traseira do veículo, viu Dodi, mas que naquele momento não percebeu a presença da princesa, que estava escondida sob o corpo do namorado.
"Conheço esse lugar há 20 anos e não posso entender por que um carro em alta velocidade teve que frear naquele momento, a menos que houvesse algo que atrapalhasse o caminho".
Investigação
A investigação sobre a morte de Diana começou no último dia 2 e seu objetivo é determinar definitivamente como ela morreu.
As sucessivas investigações sobre o caso feitas pela polícia francesa e pela Scotland Yard concluíram que o acidente aconteceu porque Henri Paul dirigia alcoolizado.
No entanto, Mohamed al Fayed não aceitou as explicações, e está convencido de que o casal foi vítima de um complô dos serviços secretos britânicos para impedir que a princesa pudesse se casar com seu filho por ser muçulmano.
Fotos
Durante o procedimento, fotos inéditas do acidente que matou Diana em 31 de agosto de 1997 foram divulgadas pelo tribunal britânico. As imagens mostravam a princesa dentro da Mercedes, minutos antes da colisão na ponte D' Alma, em Paris.
| Jerome Delay/AP |
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| O motorista da Mercedes, Henri Paul (à dir.), foi visto em bar antes de acidente |
Em uma das fotos mostradas no julgamento, Diana aparece no banco traseiro do veículo e olha para trás, aparentemente para ver se o motorista havia despistado os paparazzi.
Na mesma fotografia, o guarda-costas da princesa, Trevor Rees-Jones, --o único sobrevivente do acidente-- levanta a mão direita para se proteger dos flashes das câmeras.
Os 11 membros do júri também viram imagens de Henri Paul, o motorista que dirigia a Mercedes do casal, no bar do Hotel Ritz, horas antes do acidente.
O tribunal também exibiu fotografias novas da Mercedes após o acidente.
O julgamento deve durar de 4 a 6 meses, e terá um custo estimado em US$ 20 milhões (R$ 36,2 milhões).
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Especial




Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
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Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
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