Presidência francesa se nega comentar separação de Sarkozy
da France Presse, em Paris
A Presidência francesa se recusou a comentar uma eventual separação de Nicolas Sarkozy e sua mulher, Cecilia, depois de jornais terem informado que um processo havia sido iniciado.
Segundo o site da revista "Le Nouvel Observateur", no dia 15 de outubro, o presidente e sua mulher foram se encontrar com um juiz para oficializar o processo de separação".
Questionado pela France Presse, o porta-voz do Eliseu --sede da Presidência francesa--, David Martinon, não confirmou nem desmentiu a informação, esquivando-se, como vem fazendo há 15 dias, por trás da expressão "sem comentários".
O site do canal de TV LCI afirmou, por sua vez, que Cecilia Sarkozy "foi segunda-feira pela manhã, sem seu marido, ao Tribunal de Nanterre", perto de Paris.
"Acompanhada por uma advogada do escritório de Kiejman, a primeira-dama entregou um pedido de divórcio a um juiz", acrescentou a LCI.
Segundo a rede, Sarkozy não acompanhou sua mulher, mas "recebeu a visita do juiz no dia seguinte". Entretanto, o escritório de advocacia de George Kiejman, ex-ministro socialista da Justiça, "desmentiu categoricamente" que uma de suas advogadas tenha acompanhado Cecilia Sarkozy ao Tribunal de Nanterre na segunda-feira.
Rumores
Os rumores sobre uma separação ou um divórcio de Cecilia Sarkozy, 49, e o presidente francês, 52 anos, vêm ganhando força na imprensa nas duas últimas semanas. O casal não foi mais visto junto em público desde agosto passado. Nicolas Sarkozy, eleito presidente em maio, e Cecilia são casados há 11 anos. Eles têm um filho de dez anos, Louis.
O casal já tinha se separado entre 2005 e 2006, antes de voltar.
Na segunda-feira (15), Martinon informou que Cecilia não acompanharia seu marido na próxima semana ao Marrocos, onde o presidente francês é esperado para uma visita oficial.
Questionados pela France Presse, vários juristas franceses estão divididos sobre a possibilidade de que os Sarkozy possam divorciar. Se acontecer, será uma situação sem precedentes, pois nenhum presidente francês divorciou durante seu mandato.
De fato, o chefe do Estado francês goza de imunidade durante seu mandato.
Para alguns, esta imunidade é global e nenhuma jurisdição, nem um juiz de assuntos matrimoniais, pode preocupar o presidente. Para outros, um divórcio não estaria incluído na imunidade, até porque existe a possibilidade de consentimento mútuo.
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