Mundo
18/10/2007 - 09h20

Presidente russo acusa EUA de campanha contra o povo iraquiano

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da Folha Online

O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu nesta quinta-feira em entrevista na TV que as ações do Exército dos EUA no Iraque se tornaram uma "campanha contra o povo iraquiano".

O evento, que dura várias horas, é exibido pela TV estatal e dá espaço para que pessoas de todo o país façam perguntas ao presidente. A emissora de rádio "A Voz da Rússia" transmitirá ao vivo a conversa com Putin em 32 idiomas para 160 países.

Vladimir Rodionov/AP
O líder russo, Vladimir Putin, critica ação dos EUA no Iraque em entrevista exibida na TV
O líder russo, Vladimir Putin, critica ação dos EUA no Iraque em entrevista exibida na TV

"O Iraque é um país pequeno, que mal pode se defender, e que possui enormes reservas de petróleo. E nós vemos o que está ocorrendo lá. Eles [os soldados americanos] aprenderam a atirar, mas não estão conseguindo levar ordem e segurança", criticou o presidente russo.

"Você pode derrubar um regime tirânico (...) mas não faz nenhum sentido lutar contra um povo", disse ainda Putin. "A Rússia, graças a Deus, não é o Iraque, e tem força suficiente para se defender, e defender seus interesses, tanto em nosso território quanto no mundo".

Mais de 1,5 milhão de russos devem enviar suas perguntas pela internet, telefone celular e telégrafo ao chefe do Kremlin. Mas ele só responderia a 50, segundo as agências russas.

As perguntas podem abordar temas variados, mas desta vez muitas devem se concentrar na alta dos preços dos produtos básicos, e no medo de uma nova crise financeira devido à desvalorização do dólar.

Putin também terá que responder a questões sobre seu futuro, e sobre a possibilidade de assumir o cargo de primeiro-ministro após abandonar a Presidência, que ocupa desde 2000.

Durante a conversa, que deverá durar três horas, ele também responderá a russos que vivem no exterior.

É a sexta vez que Putin realiza a "linha direta com o presidente", que ocorre anualmente desde que ele chegou ao poder, há sete anos. A única exceção foi em 2004.

Com Associated Press e Efe

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