Governo curdo adverte que se defenderá em caso de ataque turco
da Efe, em Bagdá
O governo Autônomo do Curdistão iraquiano advertiu nesta sexta-feira que se defenderá em caso de uma incursão militar turca no norte do Iraque, ao mesmo tempo que pediu ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que não dê motivos a Ancara.
Em comunicado divulgado hoje, o Executivo regional iraquiano afirmou que "o território do Curdistão está pronto para defender sua experiência democrática e a dignidade de seu povo em caso de um ataque turco". Na quarta-feira (17), o Parlamento turco aprovou uma ofensiva militar no norte do Iraque para combater os guerrilheiros do PKK.
A autorização da câmara turca é válida por um ano e permite que se faça uso dela quantas vezes o Exército turco considerar necessário.
O Exército tem mais de 100 mil soldados na fronteira com o Iraque desde o começo do ano.
"Se o Curdistão do Iraque for atacado, estamos preparados para defender nosso território e a santidade de nossa pátria", afirmou.
Segundo o governo curdo, a escalada da tensão na fronteira turco-iraquiana nas últimas semanas faz parte de um plano para levá-lo a uma guerra que não deseja.
"Não somos responsáveis pelo conflito entre o governo turco e os rebeldes do PKK. Não apoiamos nenhuma forma de violência nas regiões de fronteira", diz a nota.
O Conselho Supremo dos Partidos Curdos no Iraque pediu aos líderes do PKK que não dêem motivos para uma ação militar turca.
"A linguagem da razão e da sabedoria deveria prevalecer na linguagem da guerra", afirmou o conselho em comunicado emitido na quinta-feira após uma reunião de urgência que contou com a participação do presidente da Região Autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani.
O Curdistão iraquiano, no norte do país, é composto por três Províncias --Suleimaniya, Dahuk e Erbil--, tem 5 milhões de habitantes e goza de um alto nível de autonomia desde 1990 em relação a Bagdá.
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