Mundo
24/10/2007 - 08h48

Rice impõe regras para empresas de segurança que atuam no Iraque

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da Folha Online

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, impôs nesta quarta-feira novas medidas para melhorar os trabalhos de supervisão sobre os agentes de segurança privados que protegem os diplomatas dos Estados Unidos no Iraque.

Ao menos 17 pessoas morreram a tiros por seguranças de uma caravana diplomática em Bagdá no dia 16 de setembro, em um incidente envolvendo a companhia de segurança americana Blackwater.

A empresa é a principal prestadora de serviços de segurança privada do Departamento de Estado. Entre as novas medidas do Departamento, se destacam a criação de um conselho especial para investigar futuros massacres, e a instrução aos contratados sobre cultura iraquiana, segundo um relatório divulgado hoje. As recomendações são da própria Rice.

O Departamento de Estado divulgou hoje oficialmente o relatório especial elaborado por uma equipe que a secretária enviou a Bagdá para investigar o acidente. O texto recomenda, entre outras coisas, que as empresas tenham, entre suas equipes, pessoas que falem árabe.

A secretária de Estado também mandou criar um posto a ser ocupado por um alto diplomata.

Ele será encarregado de vigiar e acompanhar de perto as operações na área de segurança no Iraque. Provisoriamente, Steve Browning, atual embaixador dos EUA em Uganda, vai exercer a função.

Ação conjunta

O porta-voz do Departamento de Estado de EUA, Sean McCormack, anunciou hoje que outras recomendações precisarão de ações conjuntas com o Departamento de Defesa.

O estudo também propõe "medidas para reforçar a coordenação, a responsabilidade e a vigilância das práticas de segurança no Iraque para reduzir a possibilidade de futuros incidentes".

Ainda segundo o Departamento, "a legislação sobre a supervisão adequada das empresas contratadas é inadequada". No entanto, a análise não diz o que deveria ocorrer com a Blackwater.

No dia 5 de outubro, quando recebeu o relatório, Rice recomendou revisar os sistemas de segurança dos comboios de diplomatas americanos no Iraque.

Outras medidas foram a instalação de câmeras nas caravanas e a gravação da sua comunicação com a embaixada dos EUA em Bagdá. Em 4 de outubro, a Câmara de Representantes aprovou uma lei que permite que os tribunais dos Estados Unidos julguem seguranças privados no Iraque que se envolvem em incidentes com morte de civis.

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