Jean Charles reagiu de forma agressiva, diz advogado da polícia
da Efe, em Londres
O brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, reagiu de forma "agressiva e ameaçadora" quando os agentes deram ordem para que parasse e depois atiraram nele, disse nesta sexta-feira um advogado que atua em representação da Scotland Yard.
Ao apresentar as conclusões finais ao júri no julgamento que acontece no tribunal de Old Bailey contra o corpo policial, devido ao suposto descumprimento de uma lei de riscos trabalhistas, o advogado da defesa Ronald Thwaites disse que Jean Charles se comportou "como teria feito um terrorista suicida".
| 22.julho.2007/Facundo Elarriz/EFE |
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| Altar improvisado com foto de Jean na estação de metrô Stockwell, em Londres |
A morte do jovem eletricista na estação de metrô de Stockwell, foi um "terrível acidente", mas não de uma falha da Polícia Metropolitana, segundo a agência de notícias britânica Press Association (PA). Em suas conclusões, a defesa da Scotland Yard colocou como hipótese que Jean Charles teria se comportado de "forma pouco habitual" diante da ordem dos agentes.
"O que estava fazendo com as mãos quando os policiais deram ordem para parar?", disse o advogado, que se perguntou se o brasileiro sabia o que tinha na jaqueta.
"Temia que pudesse estar com alguma droga na jaqueta e queria tirá-la?", questionou.
No entanto, o advogado ressaltou que não estava sugerindo que o jovem estivesse com entorpecentes. Mas "poderia estar preocupado em não ter o passaporte regular? Era essa a razão pela qual tentava fugir, se era isso o que tentava fazer?", perguntou.
Drogas
Em outro momento, a defesa da Scotland Yard chegou a insinuar que Menezes tinha consumido cocaína em algum momento. "Se você consome cocaína, pode ser que se comporte de forma pouco habitual, e os senhores e eu sabemos que, no dia de sua morte, no momento em que a polícia deu ordem para parar, ele agiu de uma forma pouco habitual",.
Segundo o advogado, os agentes "atiraram porque, quando a polícia deu a ordem, ele reagiu justamente como tinha sido indicado aos agentes que um terrorista suicida faria no momento de detonar uma bomba".
Thwaites acrescentou que o brasileiro "parecia o suspeito e estava se comportando de forma suspeita". "Ele não só não acatou as instruções dos agentes, como se movimentou de uma forma agressiva e com um comportamento ameaçador, como a polícia interpretou e como eu ou os senhores teriam se comportado nessas circunstâncias, menos de 24 horas depois da tentativa de atentado com bomba no metrô e em um ônibus".
Jean Charles foi baleado ao ser confundido com um dos autores dos ataques fracassados de 21 de julho de 2005, uma réplica dos cometidos duas semanas antes, que deixaram 52 mortos e mais de 700 feridos.
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Especial




primeiro: o cara era ilegal... e aí acabou!!!
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A Inglaterra cometeu um papelão tão ridículo que fica difícil argumentar. O caso de Jean Charles é uma grande vergonha para uma das polícias com o maior ego do mundo, a britânica. É, ego misturado com racismo não vence o terrorismo internacional.
Compreendo o cansaço do pai de Jean com isso tudo,
certamente ele agora quer ser deixado em paz.
O que fica é a vergonha para os ingleses.
Enquanto em filmes hollywoodianos o James Bond salva o mundo, na vida real Mister Blair e seu sucessor Brown afundam tudo.
Onde está a "eficiência britânica"? Seus "valores civilizados"? 7 tiros na cabeça? Pelas costas? Sobre a "civilidade" britânica os indianos tem muito a dizer, assim como a família de Jean Charles.P.S: Sobre as questões coloniais levantadas pela Ellen, quem tiver interesse leia "Holocaustos Coloniais" de Mike Davis.
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