Delegação iraquiana deixa capital turca sem obter resultados
da Efe, em Ancara (Turquia)
A delegação iraquiana que viajou para Ancara para tentar obter um acordo com o governo da Turquia e impedir avanços militares na fronteira devido ao conflito com os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixou a cidade sem obter nenhum resultado.
A informação foi divulgada por fontes diplomáticas na Turquia, que acrescentaram que não estão previstas novas reuniões entre as autoridades dos países vizinhos.
Todas as redes de televisão turcas confirmaram a saída da comitiva iraquiana sem especificar a hora ou o vôo de partida dos representantes.
A reunião com portas fechadas realizada entre as duas partes ontem e na manhã deste sábado (27) tinha sido classificada previamente pela Turquia como a última oportunidade para o Governo iraquiano impedir uma incursão militar de Ancara em grande escala no norte de seu território.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reiterou hoje que adotar uma decisão sobre uma operação além da fronteira com o Iraque só compete à Turquia.
"Não vamos dar passos para a soberania dos outros. Daremos, estamos dando e demos passos a favor de nossos interesses e pela paz na região", disse Erdogan.
Antes de fazer essa declaração a um grupo de mulheres empresárias em Istambul, o primeiro-ministro havia respondido a uma pergunta sobre as propostas colocadas pela delegação iraquiana para distender a crise, dizendo que "não há nada novo".
A Turquia expressou insatisfação pelas propostas de Bagdá e a saída completamente silenciosa dos delegados iraquianos da reunião, assim como pela falta de uma declaração conjunta após o encontro, o que evidencia que as negociações fracassaram.
Aparentemente, os turcos desistiram de emitir uma declaração conjunta porque os iraquianos não atenderam às exigências de Ancara, que incluem medidas contundentes e imediatas para tirar o PKK do território iraquiano e extraditar para a Turquia mais de 150 de seus dirigentes.
Além disso, Ancara exigiu o desmantelamento das bases dos rebeldes curdos e a desarticulação do apoio logístico que estes supostamente recebem no norte do país vizinho.
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