Mundo
28/10/2007 - 16h51

Outubro tem menor número de civis mortos no Iraque em 20 meses

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da France Presse, em Bagdá

A violência diminuiu sensivelmente no Iraque segundo dados oficiais que neste domingo indicaram o número de vítimas civis em outubro em seu nível mais baixo em 20 meses.

Esta diminuição foi comentada com satisfação pelo comando americano em Bagdá e pelo governo do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al Maliki, após terem sido acusados de incapacidade para assegurar a tranqüilidade dos iraquianos.

De 1º a 28 de outubro, um total de 285 civis e membros das forças de segurança iraquianas morreram em episódios de violência, segundo dados do Ministério do Interior, do da Defesa e o da Saúde.

Trata-se do registro mais baixo desde o atentado contra uma mesquita xiita da cidade de Samarra, de maioria sunita, ocorrido no dia 22 de fevereiro de 2006 e considerado o estopim de uma campanha de atentados, ataques e assassinatos entre as comunidades xiita e sunita iraquianas.

Maya Alleruzzo/AP
General David Petraeus, comandante das forças militares dos EUA no Iraque
General David Petraeus, comandante das forças militares dos EUA no Iraque

Em fevereiro de 2006, 637 civis morreram; esse número chegou a 1.975 em novembro do mesmo ano. Em janeiro de 2007 os mortos civis foram 1.992, o recorde de vítimas da violência no Iraque.

Outubro de 2007 também marcou uma redução do número de mortos entre os militares americanos, que ficou em 35, enquanto que as vítimas entre os soldados em setembro chegaram a 71.

"A operação Fard al Qanoon ['a força da lei'] é um sucesso", declarou recentemente à imprensa o general iraquiano Abu Kanbar, responsável pelo plano de segurança de Bagdá instaurado há oito meses.

Esse plano levou à mobilização de 30 mil militares americanos complementares em Bagdá e nas Províncias próximas, como Al Anbar, a oeste, que são focos da insurreição.

A operação também foi acompanhada pelo aumento das medidas de segurança das forças iraquianas e de operações específicas contra membros da Al Qaeda no Iraque e os chamados "grupos especiais", ou seja, as células de extremistas xiitas apoiadas pelo Irã.

Apesar dos números animadores, neste domingo novas mortes foram registradas no país.

Seis pessoas morreram e 21 ficaram feridas em um atentado com carro-bomba próximo à cidade de Kirkuk, no norte do Iraque. A cidade, situada no coração de uma região rica em petróleo, é multiétnica e foco de fortes tensões entre curdos, árabes e turcomanos.

Seis pessoas também morreram e 26 ficaram feridas em um atentado com carro-bomba na cidade de Karbala, um dia antes da passagem das tarefas de segurança para as forças iraquianas na Província de mesmo nome.

Por fim, onze chefes tribais sunitas da região de Baquba, capital da Província de Diyala, foram seqüestrados em Bagdá após uma reunião com conselheiros do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki.

Os chefes tribais foram capturados em um bairro do norte de Bagdá, denominado Al Chaab, conhecido por ser um foco do Exército do Mahdi, milícia do líder radical xiita Moqtada al-Sadr.

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