Coréia do Norte começará a desmantelar instalações nucleares
da Efe, em Tóquio
A Coréia do Norte começará a desmantelar suas três maiores instalações nucleares a partir de 1º de novembro, dentro do acordo alcançado com os países do diálogo multilateral, informaram nesta segunda-feira fontes sul-coreanas citadas pela agência Kyodo.
O regime de Kim Jong-il fez o anúncio na reunião de dois dias iniciada hoje pelo grupo de trabalho sobre ajudas energéticas à Coréia do Norte.
No encontro de caráter técnico, com a participação de EUA, Rússia, Japão, China e das duas Coréias e que ocorreu na zona desmilitarizada norte-coreana de Panmunjom, Pyongyang se comprometeu a desmantelar as três instalações principais do complexo nuclear de Yongbyon.
As instalações consistem no reator experimental de 5 megawatts, uma unidade de produção de combustível nuclear e uma planta de reciclagem desse combustível derivado do petróleo.
Além disso, Pyongyang disse que declarará o conteúdo completo de seu programa nuclear antes do final do ano, em troca de ajuda energética, de acordo com o aprovado nas negociações multilaterais de 13 de fevereiro em Pequim.
Durante o encontro mantido hoje, a Coréia do Norte apresentou uma lista de pedidos que incluem o equipamento energético e a assistência técnica que quer em troca de sua desnuclearização.
"Garanto a todos que farei o que puder para garantir o progresso de nossos esforços para a desnuclearização", disse o sul-coreano Lim Sung Nam, presidente do grupo de trabalho.
"O caminho que resta a percorrer pode ter mais altos e baixos do que o que transitamos até agora, porque discutiremos assuntos extremamente técnicos", acrescentou Lim.
A Coréia do Norte recebeu 50 mil toneladas de petróleo da Coréia do Sul e uma quantidade semelhante da China em troca do fechamento das instalações nucleares, em julho. O país deve obter mais 900 mil toneladas de petróleo dos participantes das conversas multilaterais.
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