Partido de Kirchner vence em oito Províncias na Argentina
da Efe, em Buenos Aires
O partido governista Frente para a Vitória (FPV) e seus aliados ampliaram sua vantagem no Parlamento argentino e venceram nas oito Províncias que realizaram eleições para governador neste domingo, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira.
Com 95,77% das urnas apuradas, a candidata presidencial da FPV, a peronista Cristina Fernández de Kirchner, obteve 44,83% dos votos, abrindo quase 22 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. A vitória da primeira-dama se deve principalmente à Província de Buenos Aires, a mais povoada do país e que representa quase 40% do censo eleitoral.
Cristina, no entanto, foi derrotada na capital, o segundo maior distrito eleitoral argentino.
Em segundo lugar está a centro-esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, com 23% dos votos, enquanto em terceiro se encontra o centro-progressista Roberto Lavagna, da frente Uma Nação Avançada (UNA), com 16,90%.
Em Santa Fé e Córdoba, Províncias estratégicas do centro do país, os resultados divergiram dos obtidos no resto da nação. Na primeira, Cristina venceu Carrió por uma pequena margem, enquanto na segunda Lavagna foi o candidato mais votado.
Além de elegerem o presidente e o vice-presidente do país para os próximos quatro anos, os argentinos votaram no domingo para renovar a metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Os eleitores de oito Províncias também elegeram seus governadores.
A FPV conquistou uma clara vitória nas eleições para governador da Província de Buenos Aires, onde o candidato do partido, o até então vice-presidente do país, Daniel Scioli, recebeu 48% dos votos.
Mapa eleitoral
O "kirchnerismo" somou ao seu mapa eleitoral as Províncias de Mendoza, Misiones e Salta, até agora governadas por outras legendas, e manteve o governo dos distritos de Santa Cruz, Jujuy, La Pampa e Formosa.
Desta forma, a frente que o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, formou à margem do Partido Justicialista (peronista) e seus aliados governarão em 19 dos 24 distritos do país.
Segundo os resultados do pleito de domingo, o oficialismo manterá sua maioria no Senado, após assegurar os 41 assentos que tinha e possivelmente somar outros três de partidos políticos aliados de Cristina, em um total de 72 cadeiras.
Já na Câmara dos Deputados, dos 257 assentos totais, o FPV conquistará mais de 140, ultrapassando com folga os 129 parlamentares necessários para ter quorum próprio.
Senadores
O resultado dos votos para senadores e deputados foi muito mais demorado e difícil, pois um eleitor podia votar de maneira diferente nas eleições presidenciais e nas legislativas, e nestas últimas era possível escolher candidatos de diferentes partidos.
Cristina, a primeira mulher eleita presidente na história da Argentina, assumirá o cargo no dia 10 de dezembro.
No domingo à noite, ela convocou todos os argentinos, sem ódio ou rancor, para participarem de seu projeto de governo e disse que se sente "duplamente responsável", por ser presidente e por ser mulher.
A oposição denunciou irregularidades e até "fraudes" na eleição, pois em alguns colégios eleitorais do país faltaram cédulas dos partidos contrários a Kirchner. O governo, no entanto, considerou o processo "exemplar".
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