Mundo
30/10/2007 - 10h15

Agentes da Blackwater ficam imunes em ação que matou 17 no Iraque

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da Folha Online

Agentes da empresa de segurança americana Blackwater ganharam imunidade no caso que resultou nas mortes de 17 iraquianos em setembro passado. Autoridades consideraram que a medida prejudica as investigações, informou o "The New York Times".

Além disso, os investigadores do Departamento de Estado, que concederam a imunidade, não teriam autoridade para tanto. Com o benefício --chamada imunidade limitada-- os agentes da Blackwater não poderão ser processados com base em seus depoimentos anteriores, desde que suas declarações sejam verdadeiras.

Gervasio Sanchez/AP
Seguranças da Blackwater em ação no Iraque; agentes ficam imunes em ação que matou 17
Seguranças da Blackwater em ação no Iraque; agentes ficam imunes em ação que matou 17

O episódio começou quando um comboio que levava uma comitiva de diplomatas americanos cercado por guardas da Blackwater chegavam em uma praça em Bagdá. Um outro comboio, posicionado mais adiante, abriu fogo, matando 17 pessoas e ferindo 24.

Em comunicado na época, a empresa disse que seus seguranças agiram "dentro da lei" e "em resposta às hostilidades".

No entanto, depoimento de testemunhas e resultados preliminares das investigações davam conta de que não houve ataque, e que os guardas atiraram sumariamente.

O Departamentos de Estado e de Justiça dos Estados Unidos não comentaram a questão da imunidade, mas um oficial do Departamento de Estado chegou a dizer que, "se essa história é verdadeira, a decisão foi tomada sem que os superiores fossem consultados."

Já o porta-voz da Blackwater preferiu não se manifestar: "seria inapropriado de minha parte tecer comentários acerca das investigações."

A imunidade surpreendeu o Departamento de Justiça, que vinha trabalhando a questão sobre se civis americanos deveriam ou não ser processados no Iraque.

Os funcionários da Blackwater já não poderão ser julgados em tribunais militares.

O governo transferiu as investigações do serviço diplomático para o FBI [polícia federal americana], que já começou a tomar novos depoimentos dos envolvidos no caso.

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