Eleição de Cristina Kirchner foi aposta na continuidade, diz pesquisa
da Efe, em Buenos Aires
Os argentinos elegeram Cristina Fernández Kirchner, 54, para governar não por suas qualidades pessoais, mas porque representa uma continuidade da gestão de seu marido, o presidente Néstor Kirchner, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.
A continuidade da gestão de Kirchner pesou mais que os atributos pessoais e as propostas da primeira-dama, que baseou sua vitória no voto dos mais pobres, nos jovens de 18 a 34 anos e nas pessoas que vivem em cidades e em locais com poucos habitantes.
A pesquisa, feita por telefone com 2.000 pessoas pelo Centro de Estudos de Opinião Pública para o jornal "Clarín", foi divulgada dois dias depois que a candidata governista venceu as eleições, com 44,9% dos votos.
Para 41,1% dos entrevistados que votaram em Cristina, ela representa a "continuidade do modelo de gestão" implementado por Kirchner em seus quatro anos de governo.
Já 14,3% avaliaram os atributos pessoais da também senadora, 13%, seu programa de governo, e 9,8% disseram que era a melhor candidata.
A centro-esquerdista Elisa Carrió foi a segunda candidata mais votada no domingo, com 22,9% dos votos, enquanto em terceiro ficou o centro-progressista Roberto Lavagna, com 16,8%.
Dos eleitores de Carrió, 19,2% a definiram como a melhor opção de oposição, mas outros reconheceram seus projetos (18,1%), o fato de representar uma mudança (16,5%) e seus atributos pessoais (14,2%). Segundo a pesquisa, a candidata da Coalizão Cívica foi a escolha das pessoas com mais de 50 anos, com alto nível social e econômico e que vivem nos grandes centros urbanos da Argentina.
No caso de Lavagna, 20,5% de seus eleitores avaliaram as qualidades pessoais do ex-ministro da Economia de Kirchner, enquanto 19,1% apoiaram seus projetos, 11,1% o viam como um seguidor do modelo de gestão e 10,8% afirmaram que traria mudanças.
Lavagna ocupou a pasta de Economia durante o governo provisório do peronista Eduardo Duhalde (2002-2003) e foi o responsável pela recuperação do país após a grave crise registrada no final de 2001.
Ele continuou no cargo até 2005, quando renunciou por suas divergências com Kirchner.
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