Mundo
31/10/2007 - 19h51

Combates entre militares e extremistas põem fim a cessar-fogo no Paquistão

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da Folha Online

O vale de Swat, no norte do Paquistão, foi palco de novos combates nesta quarta-feira entre os insurgentes pró-Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001] e os militares, após uma trégua efêmera de apenas dois dias, informou a televisão paquistanesa Geo TV.

As tropas paquistanesas utilizaram helicópteros e artilharia para destruir os refúgios dos insurgentes, em resposta aos ataques noturnos lançados por estes de madrugada perto da cidade de Matta.

Efe
Talebans caminham no vale do Swat, próximo ao Afeganistão
Membros do Taleban caminham no vale do Swat, próximo ao Afeganistão

Não há informações sobre o número de mortos.

Uma fonte citada pela Geo TV assegurou que os insurgentes tinham tomado vários hospitais da província e cometido ataques contra dois postos policiais.

Os rebeldes aceitaram um cessar-fogo na segunda-feira para permitir o enterro dos mortos desde que os combates começaram, no último dia 26. Mas os militares consideram que a declaração pode ter servido para os guerrilheiros se reagruparem.

Na quarta-feira passada (24), o Exército enviou 2.500 homens a Swat para lutar contra os fundamentalistas liderados pelo mulá Fazlullah, acostumado a lançar proclamações por uma estação de rádio.

Os radicais responderam no dia seguinte com um atentado contra as tropas na cidade de Mangora, que causou a morte de 38 soldados e ferimentos em outros 22.

O vale de Swat tem uma população predominantemente pashtun, a mesma etnia dos talebans afegãos, e foi uma das zonas do Paquistão mais castigadas pelos atentados e ataques que começaram em julho, após o assalto militar à Mesquita Vermelha de Islamabad, considerada um reduto de radicais.

Mesquita Vermelha

A onda de atentados, exceto um deles, começou depois dos combatentes fundamentalistas terem exigido vingança pela morte de cerca de cem militantes islâmicos em um assalto do Exército e da polícia à Mesquita Vermelha de Islamabad em julho último.

O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, também declarou recentemente "guerra santa" ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, para vingar os islamitas mortos.

Musharraf é o principal aliado dos Estados Unidos na região.

Com France Presse, Associated Press e Reuters

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