Combates entre militares e extremistas põem fim a cessar-fogo no Paquistão
da Folha Online
O vale de Swat, no norte do Paquistão, foi palco de novos combates nesta quarta-feira entre os insurgentes pró-Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001] e os militares, após uma trégua efêmera de apenas dois dias, informou a televisão paquistanesa Geo TV.
As tropas paquistanesas utilizaram helicópteros e artilharia para destruir os refúgios dos insurgentes, em resposta aos ataques noturnos lançados por estes de madrugada perto da cidade de Matta.
| Efe |
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| Membros do Taleban caminham no vale do Swat, próximo ao Afeganistão |
Não há informações sobre o número de mortos.
Uma fonte citada pela Geo TV assegurou que os insurgentes tinham tomado vários hospitais da província e cometido ataques contra dois postos policiais.
Os rebeldes aceitaram um cessar-fogo na segunda-feira para permitir o enterro dos mortos desde que os combates começaram, no último dia 26. Mas os militares consideram que a declaração pode ter servido para os guerrilheiros se reagruparem.
Na quarta-feira passada (24), o Exército enviou 2.500 homens a Swat para lutar contra os fundamentalistas liderados pelo mulá Fazlullah, acostumado a lançar proclamações por uma estação de rádio.
Os radicais responderam no dia seguinte com um atentado contra as tropas na cidade de Mangora, que causou a morte de 38 soldados e ferimentos em outros 22.
O vale de Swat tem uma população predominantemente pashtun, a mesma etnia dos talebans afegãos, e foi uma das zonas do Paquistão mais castigadas pelos atentados e ataques que começaram em julho, após o assalto militar à Mesquita Vermelha de Islamabad, considerada um reduto de radicais.
Mesquita Vermelha
A onda de atentados, exceto um deles, começou depois dos combatentes fundamentalistas terem exigido vingança pela morte de cerca de cem militantes islâmicos em um assalto do Exército e da polícia à Mesquita Vermelha de Islamabad em julho último.
O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, também declarou recentemente "guerra santa" ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, para vingar os islamitas mortos.
Musharraf é o principal aliado dos Estados Unidos na região.
Com France Presse, Associated Press e Reuters
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