Egito anuncia campanha para acabar com mutilação genital feminina
da Folha Online
A primeira-dama egípcia, Susan Mubarak, anunciou nesta quinta-feira o lançamento de uma campanha intitulada "África livre de mutilação", com o objetivo de acabar com a circuncisão genital feminina, amplamente difundida em diversos países do continente.
Esta campanha dá prosseguimento a uma iniciativa similar proposta pela esposa do ditador egípcio, Hosni Mubarak, para erradicar a prática de mutilação do clitóris das mulheres do Egito.
A primeira-dama fez este anúncio durante a segunda conferência sobre a infância na África, realizada no Cairo, e que contou com a participação de ministros de 53 países.
Em junho, o governo egípcio proibiu definitivamente a mutilação do clitóris. No entanto, o costume ainda é praticado pela maior parte da população do país.
Milhares de meninas e mulheres morrem todos os anos na Africa em razão do procedimento, muitas vezes realizado em condições impróprias.
Após o anúncio da iniciativa, Susan Mubarak ressaltou que tinha chegado o momento de escutar as vozes das crianças, "que representam uma grande força na África".
Mesmo em países da Europa, como o Reino Unido, a prática, levada com os imigrantes, começa a se tornar um problema de saúde pública.
"Devemos escutar suas idéias e estar preparados para levá-las em conta", disse Mubarak.
Com Efe
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