Morrem no mar 22 egípcios que tentavam chegar à Itália
da Efe, no Cairo
Pelo menos 22 egípcios morreram e 125 desapareceram quando os navios nos quais viajavam de forma ilegal afundaram perto do litoral italiano, segundo fontes oficiais citadas nesta sexta-feira pelo jornal "al Ahram".
Ahmed al Quesni, assistente para assuntos consulares do Ministério de Relações Exteriores do Egito, explicou que 37 pessoas --todas egípcias-- foram resgatadas.
As fontes não revelaram quando aconteceram os naufrágios. Mas acrescentaram que todos os emigrantes eram jovens de 13 a 18 anos.
A primeira embarcação saiu do litoral da Líbia e naufragou perto da Calábria, com 160 pessoas a bordo. Ela se partiu em quatro pedaços devido ao mau tempo no mar, informaram as autoridades italianas.
Trinta egípcios foram resgatados vivos, sendo 12 menores de 18 anos. As equipes de salvamento marítimo encontraram os corpos de 11 passageiros do navio. Os outros 119 permanecem desaparecidos.
A outra embarcação, que aparentemente zarpou do porto de Alexandria, transportava 24 pessoas e afundou nas proximidades da localidade italiana de Siracusa, na ilha da Sicília. Onze morreram, sete foram resgatadas e o resto do grupo ainda não foi localizado.
Segundo Quesni, os emigrantes pagaram 25 mil libras egípcias (US$ 4.564) aos proprietários dos navios para tentar alcançar a costa italiana.
Nos últimos 10 dias chegaram à costa de Siracusa várias embarcações com imigrantes ilegais que tentavam entrar na Itália de forma irregular. Entre eles havia 23 egípcios que se identificaram como palestinos, tentando o status de refugiados.
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