Presidente do Paquistão declara estado de emergência
da Folha Online
O presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, declarou neste sábado estado de emergência no país, diante da crescente onda de violência e das tensões políticas.
Pouco antes, o canal paquistanês "Geo TV" havia informado que Musharraf, em reunião com ministros, discutia a declaração e que o pronunciamento seria feito após um encontro do gabinete do governo às 19h (12h em Brasília). Um pouco antes do anúncio, no entanto, as transmissões das emissoras de televisão privadas haviam sido interrompidas repentinamente.
A declaração do estado de emergência pode levar ao adiamento das eleições parlamentares, segundo a rede americana de TV CNN.
Segundo a "Geo TV", o governo estuda a prorrogação, por seis meses, da vigência de uma cláusula que permite ao general Musharraf acumular o cargo de presidente e o de chefe das Forças Armadas --Musharraf foi reeleito no mês passado para um novo mandato.
O Tribunal Supremo deve determinar em breve se a reeleição de Musharraf para um novo mandato de cinco anos como presidente foi válida. Uma decisão contra o general exigiria uma nova eleição.
Além da complexa situação política, o país vive uma onda de atentados, que causou mais de 600 mortes neste ano. Os boatos sobre a possível declaração do estado de emergência nos últimos dias levaram a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, líder da oposição, a alertar para protestos em massa nas ruas.
Desde agosto o governo paquistanês vinha considerando a imposição de um estado de emergência para conter a onda de violência entre grupos tribais. Musharraf, no entanto, adiou a decisão devido à influência da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.
Com informações das agências de notícias Efe e France Presse
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