EUA levam 11 prisioneiros de Guantánamo para Afeganistão e Jordânia
da Efe, em Washington
O Pentágono informou neste domingo que oito detidos em Guantánamo foram enviados para o Afeganistão e outros três para a Jordânia como "demonstração do desejo dos Estados Unidos de não reter prisioneiros por mais tempo do que o necessário."
Os Estados Unidos começaram em janeiro de 2002 a reclusão em sua base naval da Baía de Guantánamo (Cuba) de centenas de homens capturados em diversos países e que, supostamente, eram terroristas.
Em seu comunicado, o Pentágono disse que a transferência "mostra o processo aplicado para avaliar cada indivíduo e determinar sobre sua detenção, enquanto continuam as hostilidades, um passo sem precedentes na história das guerras."
De acordo com a Convenção de Genebra, os prisioneiros de guerra devem ser devolvidos a seus países uma vez concluído o conflito armado, mas a "guerra contra o terrorismo" lançada pelos Estados Unidos em setembro de 2001 continua.
O Pentágono disse que ainda restam em Guantánamo cerca de 320 detidos dos quais "aproximadamente 80 são elegíveis para transferência ou libertação."
Desde 2002, segundo o Pentágono, mais de 450 detidos foram enviados de Guantánamo para outros países incluindo Albânia, Afeganistão, Austrália, Bangladesh, Bahrein, Bélgica, Dinamarca, Egito, França, Reino Unido, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbia, Ilhas Maldivas, Mauritânia, Marrocos, Paquistão, Rússia, Arábia Saudita, Espanha, Suécia, Sudão, Tadjiquistão, Turquia, Uganda e Iêmen.
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