Mundo
07/11/2007 - 10h31

Irã anuncia que alcançou marco em seu programa nuclear

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da Folha Online

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou nesta quarta-feira que o país atingiu um marco no desenvolvimento de seu programa nuclear. De acordo com ele, já estão em funcionamento 3.000 centrífugas de enriquecimento de urânio.

"Temos agora 3.000 máquinas", disse Ahmadinejad para milhares de iranianos reunidos em Birjand, no leste do país. Com a declaração, o presidente do Irã desafia uma parte da comunidade internacional que acusa o país de usar o programa de enriquecimento de urânio com o objetivo de fabricar uma bomba atômica.

Em seu discurso, Ahmadinejad acrescentou: "Quem são eles para fazer comentários sobre a nossa nação. Por acaso, nós perguntamos quantas máquinas vocês têm?".

O presidente do Irã disse que recusa os chamados dos Estados Unidos para discutir seu projeto nuclear. "Se devemos conversar a respeito disso, é o Irã que deve colocar suas condições. O mundo precisa saber que não vamos abrir mão de nossos direitos", afirmou.

De acordo com especialistas americanos, 3.000 centrífugas é, em tese, suficiente para produzir uma arma atômica no espaço de um ano.

Ahmadinejad já havia mencionado, em abril, a instalação desses equipamentos. Na ocasião, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou que Teerã contava apenas com 328 máquinas.

Mas, em relatório recente, o chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, concluiu que 2.000 centrífugas estavam em condições de funcionar e outras 650 estavam em fase de testes no país. O processo de enriquecimento de urânio pode servir tanto a propósitos energéticos como à produção de armas atômicas.

A tese dos Estados Unidos e seus aliados é a de que o Irã trabalha pela segunda opção. Teerã, no entanto, diz que sua preocupação é com a geração de energia.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou ser "inaceitável" que o Irã seja dotado de armas nucleares.

Já a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, que a Alemanha está disposta a proceder com sanções severas se o Irã não ceder".

Com Associated Press e Efe

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